Sábado, 27 de Junho de 2009

● Pula o muro e vem brincar comigo!












Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

● Tudo tem a volta

Boomerang Blues
(Renato Russo)

Tudo o que você faz
Um dia volta pra você
Tudo o que você faz
Um dia volta pra você
E se você fizer o mal
Com o mal mais tarde você vai ter de viver

Não me entregue o seu ódio
Sua crise existencial
Preliminares não me atingem
O que interessa é o final
E não me venha com problemas
Sinta sozinho o seu mal

Por que tentar sentir demais?
E você só me usou
Eu tentava ajudar
E você só me queimou
Mas é errando que se aprende
Minha boa vontade se esgotou

Os aborígenes na Austrália
Com o boomerang vão caçar
O boomerang vai e volta
E só fica quando consegue acertar
E eu sou como um boomerang
Quando eu acerto é pra matar

Como um boomerang tudo vai voltar
E a ferida que você me fez é em você que vai sangrar
Eu tenho cicatrizes
Mas eu não me importo não
Melhor do que a sua ferida aberta
E o sangue ruim do seu coração

Eu só não entendo como fui cair
Dentro da sua teia e não tentei fugir
Me sinto mal lembrando o que aconteceu
Você tentou roubar,
Mas o boomerang agora é meu

Domingo, 17 de Maio de 2009

● A culpa é do samba

Não sei o que é pior:

a) Acordar com uma música que não sai da sua cabeça;
b) A música ser do tempo em que eu vivia enchendo a cara no Madame Satã;
c) A vontade de ouvir essa música enquanto encho a cara no Madame Satã.

Bem, o que salva é que o Madame Satã (o casarão) fechou.

O que não salva é que a música é essa:

MCL - Blame It On The Samba


Síndrome de abstinência de balada chegando. Acho que o jeito vai ser ir pro Bar d'Hotel Cambridge...

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

● 1977

Há 32 anos e 9 meses meus pais estavam sem TV e nada pra fazer, daí...

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

● Como o velho Buk




Às vezes a sensação de ler Bukowski é a mesma de encontrar um velho amigo de farra e bebedeira. Um amigo que te entende. Ou não. Afinal, amigos assim acabam no mesmo buraco que você.

E digo mais: a única diferença de você estar para completar 22 ou 32 anos é que você passou uma década a mais transando, bebendo e se ferrando.

"Experiência". Humpf.

Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

● Um olho na gata, outro no p... peixe!

Sem muitas novidades na besta vida deste que vos escreve. Apenas que o post sobre o PC de Deus saiu no Uêba, que pus um medidor de estatísticas no rodapé do blog (me garantindo boas risadas com o que o povo procura no Google para acabar chegando aqui) e que vou ficar sem PC em casa por um tempo, logo novos posts poderão demorar a sair (grande merda)...

Tem também a barrinha de vídeos que voltou aí do lado direito. Sempre que puder atualizarei com bons videoclipes musicais, obviamente em preto e branco. Essa semana tem Nick Cave, Raveonettes e Scatterbrain. Tentei Bloc Party, mas o YouTube rosnou algo sobre direitos autorais. Depois substituo. Enfim, se lembrarem de mais alguma coisa nesse estilo é só escrever.

E enquanto o povo não pára de falar dessa tal gripe suína e suas apocalípticas possibilidades, nos fumódromos (que serão extintos em breve) , ônibus e mesas de boteco, outra galera comenta a fragilidade de certos grandiosos da mídia ao caírem na armadilha de uma suposta loira gostosona que faz os caras tirarem a roupa na webcam para depois postar toda a presepada neste blog.

Deve ter gente querendo a cabeça dessa mulher (se é que é uma) a todo custo, já que ficou claro que a intenção dela nem é fama ou grana: é zoar MESMO. Nos poucos segundos que passei no blog (tem piroca demais para o meu gosto) deu pra ver que gente como Luxemburgo, Junior, Ronaldos e até aeróbixo Diego Hipólito caíram como pintos, digo, como patos. Bem feito!

Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

● Mijada cultural

E pelo jeito a coisa foi tensa na Virada Cultural.



Além dos shows, performances e mostras, os relatos da Folha Online mostram algo parecido com cenas de Ensaio Sobre A Cegueira misturado com arrastão: gente empilhada e mijada pra todo lado e / ou tendo seus celulares e câmeras furtados em larga escala. Uma pena, pois a proposta da Virada é excelente. Já não pode se dizer o mesmo da organização do evento e educação do público, que a cada ano se mostram menos preparados para um acontecimento deste porte.

Agora é rezar para nenhum suíno contaminado ter espirrado bem no meio da muvuca...

Sábado, 2 de Maio de 2009

● Matemática simples


Já que a mídia pode, eu também quero causar:

Virada Cultural + Gripe Suína = Pandemia.

Não digam que não avisei, nem botem a culpa em Deus!

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

● Deus escreve certo, mas não usa Word

Para ler ouvindo: Sugarcubes - Deus.



C:\Documents And Settings\Users\Deus\Passatempos\Via Láctea\Terra\Humanos\Vivos\5587329468.txt

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Humano. Pais ricos. Filho único. Mimado. Sem dons. Diversos cursos, todos inúteis. Trabalha sem precisar. Boa aparência. Seduz, engana e trai companheiros e amigos com frequência. Viaja nas férias com a desculpa de estudar, mas o real motivo é encher a cara e transar desvairadamente para experimentar novas genitálias e xingamentos a nível internacional. Não saberá o que fazer da vida quando os pais morrerem. Sem filhos, por vaidade. Analisar a possibilidade de uma doença sexualmente transmissível leve, mas incurável. Morte com pompa e circunstância. Esquecimento. Nota: enviar cópia deste texto para Lúcifer.

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C:\Documents And Settings\Users\Deus\Passatempos\Via Láctea\Terra\Humanos\Mortos\5287697358.txt

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Humano. Pais pobres e burros. Dois irmãos: 5287691829 e 5287694327. Dons diversos. Pouca coordenação motora. Saúde frágil. Aparência exótica. Longevidade e melancolia. Vícios leves. Sem muitos confortos. Analisar a possibilidade de felicidade. Negado. Fácil disponibilidade de emprego. Vida sexual bastante ativa. Eliminar luxos e apegos. Três casamentos. Um filho deficiente mental. Acresentar algum crime. Alguns anos na cadeia. Aumentar vícios. Câncer lento e reincidente. Alguns amigos. Morte comum. Deixar duas obras de porte médio. Nota: enviar cópia deste texto para o administrador do Limbo.

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C:\Documents And Settings\Users\Deus\Passatempos\Via Láctea\Terra\Humanos\Vivos\5347190053.txt

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Humano. Pais comuns. Mimado. Baixa estatura. Cinco irmãos: 5347184357, 5347189228, 5347188043, 5347190124 e 5347190125 (salvos na subpasta Idiotas). Sem dons relevantes. Empregos inúteis. Acrescentar leve retardo mental. Carência constante. Apego a futilidades. Procrastinação. Acionar egoísmo acidental. Nota: fazer acreditar que a vida é feita de produtos da mídia e demais parâmetros humanos estéticos. Auto-preservação sem fundamento. Vícios pesados. Desejos sexuais perversos em retenção. Acrescentar hábito da masturbação e gula. Dois filhos, um com grandes dons, outro drogado. Divórcio traumático. Adicionar misantropia e solidão. Morar com gatos e samambaias. Amigos idiotas. Morte: a analisar. Nota: avaliar a possibilidade de envio deste texto para a subpasta Zumbis ou Lixeira.

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Apagar



C:\Documents And Settings\Users\Deus\Passatempos\Via Láctea\Terra\Eventualidades\gripe_suína.txt

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Vírus Influenza. Testar em porcos. Melhorar sabor do bacon e miúdos. Mutação OK. Contato sexual com humano 5287638419. Migrar vírus para mais 108 humanos aleatórios. Morte aleatória de alguns humanos. Preservar porco matriz. Nota 1: alterar texto para envio por e-mail para listas de contatos distintas de modo que gere bastante interesse e Spams. Nota 2: mandar porco matriz para o abate e preparo de bacon para o breakfest com os deuses nórdicos no pós-pós-quaresma. Demais itens: feijoada com pagode no sábado seguinte com Shiva, Zeus, Alá, Buda e Krishna. Contactar os seguintes humanos mortos: Bezerra da Silva, Jackson do Pandeiro e Cartola para a farra (estão na subpasta Humanos\Mortos\Gente Fina). Nota 3: Contactar os Mamonas Assasinas por exigência de Zeus (pasta Humanos\Mortos\Esbórnia). Avisar Odin de possível chill out com orgia no Valhalla após a balada.

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Copiar texto modificado

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Selecionar lista de contatos: Todos Os humanos

Assunto: Gripe suína

Cópia oculta para lista de contatos: Mídia Sensacionalista

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Jogos

FreeCell

Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

● Mulher = cerveja

Fuçando meu HD de backup, encontro um TXT escrito em 2004, provavelmente depois de ter tomado um porre e um fora daqueles...



Já reparou que em todos os cartazes de cerveja existe uma mulher? Mas não é jogada de marketing, não! É justamente para lembrar que mulher é igual cerveja. Duvida? Saca só:

Se você gosta demais, gasta todo seu dinheiro com ela até ficar caído na sarjeta.

Te deixa bobo.

Se você jogar em cima de uma mesa, fica toda molhadinha.

Fica quietinha do seu lado quando está vendo futebol.

Uma vive concorrendo com a outra.

Quem gosta mesmo recomenda até para quem não gosta: "Experimenta! Experimenta! Experimenta!"

O uso em excesso faz crescer barriga (no caso da mulher, mais a dela).

No desespero, você encara qualquer uma.

Te faz ficar de perna bamba.

Acabam indo todas juntas para o banheiro.

Te atrapalham no volante.

Uma hora o rótulo cai.

Faz a maior propaganda pra você chegar junto.

Tem pra qualquer estação do ano.

Se você estiver em companhia de muitas acaba causando má impressão.

E por aí vai....

Puta filosofia chauvinista de boteco!

Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

● Maldição

Não acredito que fui pego nisso. Parece aqueles caderninhos de perguntas que rolavam na escola.

Bem, vamos lá:

Poste uma foto sua com alguém especial ou uma foto comprometedora:

Cabelinho dos infernos, há nove anos atrás. Foto pior, impossível.

Amaldiçoar 4 pessoas:
Alex, Kuroneko, Pree e Nikolay. Se virem!

Avisar aos amaldiçoados sobre a maldição:
Não precisa, eles saberão.

Cada pessoa amaldiçoada deve dizer 10 coisas aleatórias sobre si:
1 - Prefiro roupas com cores neutras;
2 - Vou morrer de boné, óculos e All Star;
3 - Odeio Natal;
4 - Se me convidar para algo, pode ter certeza que TALVEZ eu vá;
5 - Paguei R$ 500,00 num terno e não usei, puta que pariu;
6 - Acreditem: eu leio vossos blogs. Só não comento sempre;
7 - Só uso sabonete Dove. Sou feio, mas sou limpinho e cheirosinho;
8 - Tô com preguiça (pra variar);
9 - ACHO que não tenho mais medo de palhaços;
10 - Assisto Viola Minha Viola e me emociono.

Nome:
Edilson Marques

Que dia é hoje?
29 de Abril de 2009, quarta-feira.

Que horas são?
Uma e tantas da manhã.

Quantidade de velas no seu último bolo de aniversário.
Duas.

Furos nas orelhas?
Um em cada, se chamam OUVIDOS.

Tatuagens?
Não, obrigado.

Piercings?
Serve ter grampeado o dedo uma vez?

Já foi à África?
Ai, caralho...

Já ficou bêbado?
Nunca. Já fiquei TRÊBADO.

Já chorou por alguém?
Não tem como, só se eu incorporasse no chorão.

Já esteve envolvido em algum acidente de carro?
Já, de carrinho de rolimã. Perdi duas unhas nisso.

Música preferida?
Enjoy The Silence, do Depeche Mode.

Cerveja ou champagne?
Breja. Champagne é coisa de baitola.

Metade cheio ou vazio?
Cheio, sempre cheio. De SACO CHEIO.

Lençóis de cama lisos ou estampados?
Tanto faz. Estarão sempre amassados.

Filme preferido?
Viagem ao Mundo Dos Sonhos, de Joe Dante.

Coca–Cola simples ou com gelo?
Prefiro Tang. Mas se não tiver, taca gelo limão, por favor.

Quem dos teus amigos vive mais longe?
Deus. Nem sei onde Ele mora, ou se é mesmo meu amigo.

Melhor amigo(a)?
Eu mesmo. E olha que nem eu me aguento, às vezes.

Quantas vezes você deixa tocar o telefone antes de atender?
Todas, quase nunca atendo. Aliás, ODEIO telefone.

Qual a figura do seu mouse pad?
Tem um presente desenhado. Aliás, nunca havia reparado nisso!

CD preferido?
Eu gostava dos virgens (para encher de coisas) até comprar um Pen Drive.

Mulher bonita?
Minha mãe. Nunca haverá uma igual.

Pior sentimento do mundo?
Indiferença. Não tem como reagir a isso.

Melhor sentimento do mundo?
Plenitude.

O que uma pessoa não pode ser para ficar com você?
Fanática.

Qual o primeiro pensamento ao acordar?
Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii...

O que eu faço agora?
Você, eu não sei. Eu continuo escrevendo.

Se pudesse ser outra pessoa, quem seria?
O Ricardo Macchi, só pra poder falar "comi a Ellen Rocche".

Algo que você nunca tiraria de você?
A mão direita.

O que é que você tem debaixo da cama?
Pó.

Qual a sua banda preferida? Quantos shows dela você já assistiu?
Leningrad Cowboys. Nunca vi nenhum.

Quem é o seu autor favorito? Quantos livros dele você já leu?
Douglas Adams. Cinco.

Uma frase?
"Divirta-se!"

Qual livro você está lendo?
No momento, nenhum.

Uma saudade?
De quando eu escrevia todo mês para o Mauricio de Sousa e (pasmem!) ele (ou a equipe dele) respondia.

Uma característica?
Chato, muito chato. Mas autêntico.

Quem acha que vai responder mais rápido?
O Alex. Nem que seja via comment ou MSN.

Acredita em vida extraterrestre?
Com certeza, é muito egoísmo achar que só tem a gente aqui pagando de gostosões do Universo.

Chão ou parede?
Mas que diabos de pergunta! Ok, chão, pois já tá pronto. Parede dá um trampo da porra pra fazer uma.

Som alto ou música ambiente?
Silêncio.

Quantas pessoas já beijou?
Centenas. A questão seria ONDE.

E quantas amou?
Muitas, o que prova que não aprendo mesmo.

O que anda ouvindo?
A OI FM.

O que anda comendo?
Nada, sempre como parado, sem andar.

Ritmo, cor, fruta e bebida:
Lento, cinza, odeio frutas, BREJA!!!

Lugar, época e saudade:
Praia Branca, anos 80, minha mãe.

Com quantos anos você aprendeu a viver?
Com menos de um.

Domingo, 26 de Abril de 2009

● "Eu prefiro pegar pneumonia e morrer"

Tem dias que você se sente que nem o Garoto Enxaqueca, aquele moleque ranzinza que aparecia em vinhetas da MTV na década de 1990.



Lembrou? Pois tem mais vídeos do Garoto Enxaqueca no YouTube e tirinhas em sua página oficial (em inglês).

Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

● A poesia de Tim Burton

The Melancholy Death Of Oyster Boy



He proposed in the dunes,



they were wed by the sea,



Their nine-day-long honeymoon
was on the isle of Capri.



For their supper they had one specatular dish-

a simmering stew of mollusks and fish.
And while he savored the broth,
her bride's heart made a wish.

That wish came true-she gave birth to a baby.
But was this little one human
Well, maybe.



Ten fingers, ten toes,
he had plumbing and sight.
He could hear, he could feel,
but normal?
Not quite.
This unnatural birth, this canker, this blight,
was the start and the end and the sum of their plight.



She railed at the doctor:
"He cannot be mine.
He smells of the ocean, of seaweed and brine."



"You should count yourself lucky, for only last week,
I treated a girl with three ears and a beak.
That your son is half oyster
you cannot blame me.
... have you ever considered, by chance,
a small home by the sea?"



Not knowing what to name him,

they just called him Sam,
or sometimes,
"that thing that looks like a clam"

Everyone wondered, but no one could tell,
When would young Oyster Boy come out of his shell?



When the Thompson quadruplets espied him one day,

they called him a bivalve and ran quickly away.

One spring afternoon,
Sam was left in the rain.
At the southwestern corner of Seaview and Main,
he watched the rain water as it swirled
down the drain.



His mom on the freeway
in the breakdown lane
was pouding the dashboard-
she couldn't contain
the ever-rising grief,
frustration,
and pain.



"Really, sweetheart," she said
"I don't mean to make fun,
but something smells fishy
and I think it's our son.
I don't like to say this, but it must be said,
you're blaming our son for your problems in bed."



He tried salves, he tried ointments
that turned everything red.
He tried potions and lotions
and tincture of lead.
He ached and he itched and he twitched and he bled.



The doctor diagnosed,
"I can't quite be sure,
but the cause of the problem may also be the cure.
They say oysters improve your sexual powers.
Perhaps eating your son
would help you do it for hours!"



He came on tiptoe,
he came on the sly,
sweat on his forehead,
and on his lips-a lie.
"Son, are you happy? I don't mean to pry,
but do you dream of Heaven?
Have you ever wanted to die?



Sam blinked his eye twice.
but made no reply.
Dad fingered his knife and loosened his tie.



As he picked up his son,
Sam dripped on his coat.
With the shell to his lips,
Sam slipped down his throat.



They burried him quickly in the sand by the sea

-sighed a prayer, wept a tear-
and they were back home by three.

A cross of greay driftwood marked Oyster Boy's grave.
Words writ in the sand
promised Jesus would save.



But his memory was lost with one high-tide wave.

● ● ● ● ● ● ● ●

Para mais poemas de Tim Burton visite: The Melancholy Death Of Oyster Boy & Other Stories.

Terça-feira, 21 de Abril de 2009

● Bife com chuchu

Nem falei que fui no show do B52's no último sábado, né? Pois fui, e foi bem legal. Mas como estou com uma preguiça lascada de escrever e converter os vídeos para postar aqui, clique neste link e confira os vídeos do show, gentilmente cedidos pelos sempre presentes turistas japoneses.

OK, pra compensar o post "twittado", aqui vai um link para baixar uma excelente coletânea deles:

The B52's - Time Capsule

Esta faz até defunto dançar. Afaste os móveis da sala e divirta-se!

Sábado, 18 de Abril de 2009

● Twitter: agora eu entendi

Eu ainda não tinha sacado (e nem me interessado o suficiente) por esse tal de Twitter. Até que me enviaram este vídeo:



Agora eu entendi direitinho como funciona. E vou continuar não usando.

Sábado, 11 de Abril de 2009

● Querido diário

O maior preconceito que existe para um blogueiro é ser taxado de "escritor de diário online", e tento fugir disso a todo custo. Minha mente pode ir muito além, mas sou humano e tem dias que eu me fodo e preciso desabafar, mesmo que seja para ninguém.

Como odeio coisas como Twitter e Orkut e não sou querido e popular o suficiente, vai aqui mesmo. MSN não vale, ali tô sempre ocupado e para bom entendedor, um status BUSY basta.

Acordei cedo, totalmente zureta, pois uma porrada sentimental misturada com ressaca e Tinnitus é mais foda do que você possa imaginar.

Desativei os telefones. Quando Sepúlveda, meu bode depressivo, comparece, não há ser na Terra que me torne sociável.

Briguei com todas as roupas sujas, panelas para lavar, papéis espalhados e demais relaxos da casa, mas no fim eles sairam vitoriosos. Acabei indo tomar banho.

Ao sentar em frente ao PC tive a melancólica idéia de escrever sobre Tim Burton, mas o post ficou pela metade e um dia eu termino e publico.

Peguei o ônibus e fui para o cemitério. Em dias como o de hoje, visitar o túmulo da minha mãe tende a me acalmar, mas no máximo veio o arrependimento de não ter dado uma porrado no meu pai pelo desrespeito que ele teve na hora do enterro. Enfim, nunca faço nada ali, além de ler as escrituras da lápide e pedir desculpas.

Segui a pé para o shopping e percebi que ando muito cansado. Mesmo com o clima fresco e um Ray Ban na cara, o solzinho mixuruca incomodou bastante e me fez suar.

Paguei a C&A, comprei algumas roupas (isso dá um certo trabalho para quem só quer cores neutras) e fui comer alguma coisa, em dias como este simplesmente esqueço de me alimentar.

Chegando na Americanas até achei engraçado o povo se estapeando por ovos de páscoa amassados e seus preços absurdos, mas com muita calma escolhi três para meus sobrinhos: um do Batman para o Luizinho, um do Max Steel para o Kaio e um das Meninas Superpoderosas para a Jady. Todos tinham a frase "contém uma surpresa" estampada e achei isso bem legal pois, antes de comer chocolate, as crianças têm de ganhar brinquedos.

Fiz uma pausa para observar o pôr do sol. Isso normalmente também me acalma, mas as amargas lembranças recentes, o cansaço e a vontade de ir embora acabaram com a magia do momento.

Antes de encarar o Carrefour (que carinhosamente chamo de Carrefurto) decidi passar na lotérica e fazer uma fezinha. Se acertei na Mega Sena eu ainda não sei, mas logo isso será percebido se eu trocar os posts deste blog por uma foto minha fazendo HA HA como o Nelson, dos Simpsons, faz quando alguém se ferra. Senão, também ficará fácil de saber.

Mesmo rodando por quase uma hora no supermercado, o máximo que consegui comprar foram três Brahmas king size, ração e bifinhos para os cachorros. Tem dias que nem mesmo uma nova marca nova sabão em pó me entusiasma.

Avisei minha irmã que iria passar em sua casa para entregar os ovos. Acabamos tendo uma conversa até que divertida. Só consegui ver o Luizinho, pois o Kaio estava dormindo e a Jady estava na igreja, mas os presentes foram entregues.

Na volta para casa desviei de todas as pessoas conhecidas que eu tivesse a possibilidade de encontrar, mas parei uns minutos para falar com a Branquinha, a pit bull da minha outra irmã, o cachorro mais carente, solitário e covarde do Universo.

Agora estou aqui, escrevendo e entornando a terceira latinha, esperançoso de que amanhã ao menos surja ânimo para fazer uma faxina na casa. Afinal, pode ser que ninguém se importe de ler sobre mais um dia da minha vida e sequer deixe um comentário sobre isto.

● Coisas que vejo todo dia - Parte II

O Mac.



Macs são a Ellen Rocche do hardware: bonitos, potentes, mas custa caro manter um.

Enfim, uma bela máquina. Roda MacOs X e Windows XP ao mesmo tempo. É o meu menage à trois diário. Pena que virtual, e só com os dedos...

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

● O porre do gato preto

Muitos nem devem saber direito quem é o Gato Felix, mas ele fez bastante sucesso com seus desenhos animados e chegou a passar aqui, na época em que o SBT ainda era TVS.



O que pouca gente sabe é que, antes de participar de sensacionais aventuras e enfrentar inimigos como O Professor, Rock Bottom e alienígenas bizarros como o Master Cylinder (meu vilão favorito da animação), o Felix era um tremendo de um bebum fanfarrão.

Nessa animação de 1930 dá para ver que o bichano alucina geral depois de encher a tampa numa balada, enquanto a esposa espera, em casa, com um baita pau de macarrão. Maior mau exemplo!



No final o cara ainda saca um trezoitão e mete chumbo no cuco do relógio!

Apesar do estilo infantil, da musiquinha divertida (por se tratar de um desenho mudo) e de tentar mostrar o lado engraçado da bebedeira, após assistir você certamente se perguntará se o que o Felix tomou foi birita ou chá de lírio.

Tenha uma boa viagem!

Quarta-feira, 25 de Março de 2009

● Coisas que vejo todo dia - Parte I

Tricia e Pupi.



O casal Tripuciapi. Ou Pitripucia. Ou Putriciapi. Enfim, eles se amam muito.

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E hoje tem show do A-ha, mas não consegui comprar ingresso. Acho que vou recorrer aos cambistas. Bom, pelo menos o B52's tá garantido, e sexta-feira vou atrás do Oasis. E o Kiss fica para uma outra, pois agora só sobrou um rim e meio fígado (bichado) para vender.

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E chega a soar irônico saber que aquela pessoa que você questionava sobre suas migalhas de amizade e atenção agora rasteja e se humilha por outra pessoa. Mais uma para comprovar: ser bonzinho não garante evolução de espécie alguma. Mundo cão em ação. Salve, Darwin! Grrraaaur!

Segunda-feira, 23 de Março de 2009

● Radiohead + Kraftwerk = so fucking special

É tão difícil acrescentar alguma opinião sobre algo que é unânime, que só me restarão pequenos detalhes pessoais para contar sobre como foi a noite do último domingo, no Festival Just A Fest. Portanto:

Tudo o que foi dito sobre a perfeição, a beleza e a magia que rolou no show do Radiohead é verdade. Basta visitar qualquer coluna de música do UOL, Terra, IG ou Lúcio Ribeiro da vida para ter uma idéia do que foi a coisa toda, com algum toque exagerado do último citado.

Teve coisa errada? Claro, eu já tinha avisado no post anterior que quem fosse de carro estaria lascado, e aqueles buracos na parede não me soaram adequados como acesso. Dito e feito: caos total na Avenida Pirajussara e a legítima fila INDIEana, estrumbadíssima, na hora de sair.

A coisa tava bagunçada mesmo. E tinha gente demaaaaais, meu Deus do céu! Achar alguém ou qualquer coisa ali era uma epopéia. Falar no celular, dar um passo pra frente ou pra trás, tentar comprar uma cerveja, ir ao banheiro, "turistas japoneses" aos milhares, alguns estressadinhos...

E aqui começa a aula de sobrevivência em grandes shows, aprendam: quer se matar? Chegue cedo e vá para o "gargarejo". Quer se descabelar e ficar surdo? Vá um pouquinho mais para trás. Quer curtir, mas com qualidade sonora? Fique próximo da mesa de som. E foi isso que fiz.

Cheguei na hora do Los Hermanos, o som estava realmente bom, os telões OK. Seus fãs cantavam juntos, o restante bocejava. Ainda não havia lotado o gramado e deu para eu ir pegar uma breja, momento este em que encontrei o Lobão, ele mesmo, o cantor. Detalhes a seguir.

Deu tempo certinho de voltar ao local estratégico, encontrar meu amigo Kuroneko, tomar um pouco de chuva e perceber que a galera não recuaria facilmente: estavam a fim de aproveitar cada centavo do ingresso, como nós. E aí entrou o Kraftwerk. Pulamos e berramos como loucos.

O som estava perfeitamente equalizado. Cada batida ecoava gostoso, como as palmas. Para o Kuroneko foi uma novidade emocionante ver os caras ao vivo, para mim foi como reencontrar velhos amigos especiais. Só não foi um show perfeito por pequenas falhas técnicas, mas foi ótimo.

A visão das milhares de câmeras e celulares registrando tudo era algo realmente fantástico. Pense em dar um giro de 360º com a cabeça e ver um OCEANO de pessoas e luzinhas pulando. E assim foi durante toda a noite, que ficou realmente gostosa e fresca, com céu aberto e limpo.

Vou confessar: a parte mais difícil de um show é a expectativa. Você fica ali, tentando conversar e relaxar, mas sabendo que a qualquer momento rola aquela explosão de sons e luzes, e tudo recomeça na sua cabeça: a vontade de pular, gritar, pirar! Era o Radiohead em cena, CARALHO!

Daí para frente de tudo se ouviu, tudo se viu, tudo se sentiu: era MÁGICO! Música perfeita, luzes maravilhosas, sensações hipnóticas. Houve momentos em que todos cantavam pulavam e juntos, mas arrepiante mesmo foi testemunhar o silêncio de 30 mil pessoas em algumas canções.

Como escrevi antes, fica complicado de explicar até para quem estava lá, quanto mais para quem não estava: como descrever um TRANSE EM MASSA, mesmo participando dele? Enfim, é o máximo que dá para dizer. Como o Marcão escreveu num SMS após a derradeira música, Creep:

- MORRI!

Enfim, ficou tudo registrado na mente e no coração de quem estava lá. O resto, vocês acharão via Google, em vídeos no YouTube, fotos em Flickers, Flogs e Orkuts da vida, bootlegs para baixar nos P2Ps de sempre e um gostinho que JAMAIS sentirão, caso aproveitem apenas isso.

Agora é descansar, pois só agora passou a sensação de "flutuação" da noite de domingo, e tentar agilizar um ingresso para o show do A-ha, ainda nessa quarta. E ainda vai rolar B52's, Oasis, Kiss, Morrissey, talvez o Depeche Mode... é, como "canta" o Kraftwerk: MUSIC NON STOP.

E música é vida.

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Ah! E sobre o Lobão! Pois bem, custou um pouquinho para eu reconhecer o cara, mas ele tava de boa, do meu lado, na fila do caixa do bar. Cumprimentei-o, me apresentei e expliquei que há anos tento parabenizá-lo, pessoalmente, pela proeza inédita de emplacar uma música com a palavra "EJACULADO" numa trilha sonora de novela da Globo. Isso foi há muito tempo, quando rolava censura e a maior hipocrisia na mídia, mas não esqueci o nome da música: A Queda. A novela? Sei lá, mas ele curtiu o elogio e disse que ia anotar. Proeza é proeza, e eu realizei mais essa. E o Lobão descobriu mais uma.

Sábado, 21 de Março de 2009

● 30 mil corações aguardam

Pois é. Demorou meses, mas os trinta mil ingressos postos a venda para quem queria ver Radiohead, Kraftwerk, Los Hermanos, ou um ou outro, esgotaram.

Eu tô tentando conter esta emoção adolescente de que um puta show está para acontecer. Mas tá difícil. Acabei dando uma volta completa na Chácara Do Jóquei, local que vai sediar o Just A Fest, só para ter certeza que vivo para ver o que está para acontecer.

De primeira, dá para sentir que o clima ao redor do local é SINISTRO. Até para mim, que moro há 30 minutos dali, no cu do mundo.


Marcelo Camelo @ Just A Fest Rio

Através de um portãozinho bem sutil, vi quatro táboas com formas humanas. Enigma fácil de resolver: foram usadas para facilitar o impecável posicionamento dos integrantes do Kraftwerk, no palco.

O palco está OK. De longe, entre algumas árvores, dá para ver uma estrutura bem montada, enorme, pertinho do paredão da Avenida Franscisco Morato.

O local de entrega dos ingressos, a entrada para o público e as saídas foram mal e porcamente abertas num canto do paredão ao redor. E na Avenida Pirajussara, lugar do mal. Quem for de carro tá lascado. Sério.


Kraftwerk: bits que emocionam

Haviam pessoas acampadas na entrada. Não muitas, mas estavam lá, com barracas e plaquinha de "welcome Radiohead" e, logo ao lado, haviam uns buracos onde entregavam os ingressos, comprados via Internet.

Cambistas? Sim, estavam lá, em frente aos buracos-bilheteria, não vendendo, mas perguntando DESESPERADAMENTE a todos que passavam: "está sobrando ingresso?"

Flutuando, comprei uma cerveja e fui pra casa. A melhor idéia, até o momento, foi a de gravar um CD de cada show já devidamente "bootlegado" para ouvir enquanto lavo a louça, no mundo real.


Radiohead: rock para ouvir com o coração

Porque, sinceramente, está difícil grudar os pés nos chãos: é a emoção adolescente de mais um puta show chegando.

Nota: num post anterior cito a participação do Vanguart, mas foram substituídos por um DJ, que esqueci o nome. Sorry, DJ.

Dedico este post ao meu grande amigo
Kuroneko, mais um exemplar sobrevivente do caos que é viver no subúrbio e manter a dignidade. Principalmente a dignidade musical.

Sexta-feira, 20 de Março de 2009

● Exit Music (For A Blog)



















Terça-feira, 17 de Março de 2009

● Paranoid Man Machine *

Após meses de espera e ingresso na mão, finalmente vai rolar o Festival Just A Fest. Com apresentações ao vivo do Radiohead, Kraftwerk, Los Hermanos e Vanguart, basta apenas rezar para não chover e / ou fazer o calor exagerado dos últimos dias: será um grande domingo!


Radiohead - Idioteque (Ao Vivo)

O Radiohead entrou na minha vida como qualquer outra banda de relativo sucesso: tocava em rádios, era citada por amigos, passava na MTV. Mas isso ainda era pouco, a obra dos caras era perfeita em cada CD que eu ouvia e dava vontade de escutar mais. Nunca vou esquecer uma tarde na Avenida Paulista onde, caminhando e ouvindo The Bends no discman, conheci uma garota que me contou sua história e, chorando, falou das dores de como era ser uma prostituta. Que dia, nunca mais a vi. Pablo Honey eu achei no Mappin, numa promoção. Ouvia quase todos os dias antes das aulas, era como um incentivo para enfrentar (ou não) o sistema escolar. OK Computer foi parte de uma época em que senti emoções como nenhum outro momento da minha vida. Teve amor, ódio, amizade, vingança, traição e Karma Police ao fundo. Mais tarde, nas minhas primeiras empreitadas etílicas / noturnas, veio Kid A e sua estranha Idioteque, que cheguei a ouvir até as baterias do discman esgotarem, num ponto de ônibus, segurando um tender que derreteu completamente e quase não prestou para o jantar de Natal. Radiohead é trilha sonora para a vida, e a vida, por mais estranha que seja, deve continuar neste domingo, com os caras no palco. Estarei lá!


Kraftwerk - Radioactivity (Ao Vivo)

Meu primeiro contato com o Kraftwerk foi ainda na infância, num comercial dos sapatos Starsax, onde ouvia-se, ao fundo, a música The Hall Of Mirrors. Era comum também escutá-los em vinhetas e chamadas aleatórias do rádio. Anos mais tarde, nos bailinhos da vida, o LP mais cool era Eletric Cafe para "dançar robozinho". Depois o Afrika Bambaataa trouxe o Miami bass com Trans Europe Express como base para o que viria a se tornar o funk carioca, oh God. Daí em diante todas as citações e referências que tive sobre Kraftwerk resultarim num longo texto aqui e agora, e isso não vem ao caso. O importante é que já conferi os caras ao vivo uma vez e afirmo que os quatro, paradinhos em suas mesas cheias de botões, transmitem tanta ousadia, história, arte e emoção quanto qualquer Kurt Cobain da vida berrando e quebrando sua guitarra no palco. Que venham os homens-máquina!


Hermanos: volta pela grana?

Ah, sobre os Los Hermanos? Bem, esta "providencial" volta deles deve criar um belo sorriso nos fãs e no Chorão, do Charlie Brown Jr. Afinal, o Marcelo Camelo o chamou de "vendido" há um tempo, e aí está ele, como diria o John Lydon dos Sex Pistols, nesta empreitada "filthy lucre". Ah sim, eles vão ganhar com isso, mas a porrada no olho do Camelo by Chorão foi uma gorjeta adiantada por julgamentos errados num cenário totalmente capitalista. Meu medo é rolar o bônus Mallu Magalhães para a parte macabra de um dia que tinha tudo para ser perfeito (para mim). O jeito é chegar mais tarde e ignorar. É, eu não curto os Los, nem a tchubaruba girl.


Vanguart: conexão Cuiabá-Sampa

E o Vanguart? Sinceramente, lembro deles rockando na MTV e em citações nas colunas musicais da cena indie. Quase nada a declarar sobre os caras e, como vão tocar antes dos barbudos, é capaz que eu perca mais essa chance de saber mais algo sobre eles. Vou estar ocupado, comprando cerveja, com certeza.

* Sensacional citação / fusão de nomes criada por Marco Vianna para se referir ao dia do show.

Domingo, 15 de Março de 2009

● Frases - Por Frank Zappa



"A mente é como um pára-quedas. Só funciona se abrí-lo."

"A emoção de um músico é a coisa mais importante, é o que sobrepõe ao acorde. Se deixar isto de fora, a música não vai lhe tocar."

"Droga não é o mal. A droga é um composto químico. O problema começa quando pessoas tomam drogas como se fosse uma licença para poderem agir como babacas."

"Sem um desvio do normal, progresso é impossível."

"Sem música para decorar, tempo é só a monotonia de prazos de entregas e contas à pagar."

"Conduzir uma orquestra é abanar as mãos ou um pedaço de pau, criando desenhos no ar, onde são interpretados como mensagens musicais por gente de fraque que preferiria estar pescando."


"Política é o departamento de entretenimento da indústria."

"Se você quer trepar, vá à faculdade. Mas se você quer aprender alguma coisa, vá à biblioteca."

"Se você acabar com uma vida tediosa e miserável porque você ouviu seus pais, seus professores, seu padre ou alguma pessoa na televisão dizendo para você como conduzir a sua vida, então a culpa é só sua e você merece."

"Meu conselho para quem quer ter uma criança sadia e feliz é mantê-la o mais longe possível de uma igreja. Crianças são ingênuas e confiam em todo mundo. Escola já é ruim, mas se levá-la para a igreja, então está querendo mesmo problemas."

"A maioria das pessoas não reconheceria uma música boa se ela viesse e as mordesse na bunda."

"Estupidez até pode ter um certo charme. Ignorância não."

"Alguns cientistas acreditam que hidrogênio, por ser tão abundante, é o elemento básico do universo. Eu questiono este pensamento. Existe mais estupidez do que hidrogênio. Estupidez é o elemento básico do universo."

"Existe mais canções de amor do que qualquer outro tipo. Se canções influenciassem as pessoas, amaríamos uns aos outros."

"Existem vários guitarristas muito bons por aí, mas posso lhe garantir que sou o único fazendo as coisas que faço. Isto porque não me apresento como um estrela. Vou lá pra tocar composições."

"Tocar guitarra é como trepar. Você jamais esquece, a não ser que você seja realmente muito burro."

"A parte mais feia do seu corpo é sua mente."

"Minha música é como um cinema para os ouvidos."

"Pessoas consomem produtos por via respiratória para poderem diminuir seu nível intelectual e assim poderem se sentir parte da turma. Afinal, ninguém gosta de andar com quem é mais inteligente do que você. Isto não é divertido."

"Há uma grande diferença entre se ajoelhar e ficar de quatro."

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

● Que saudade do Karnak

Porque melhor que comer uva na chuva é beijar debaixo dela.



Jeton (1992 - 1999) , um abraço de seu maior fã, descanse em paz.

Mais sobre a banda Karnak aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Karnak

● ● ● ● ● ● ●

E amanhã tem baladinha:



Meu grande amigo Marco Vianna, baixista do Old Magic Pallas, irá afastar a nhaca da sexta-feira 13 com sua deliciosa discotecagem a base de vinis 7 polegadas.

Sintam-se devidamente convidados.

Domingo, 8 de Março de 2009

● Pra não dizer que não falei sobre amor

Eu mesmo já me perguntei porque nunca falo de amor no meu blog. Bem, tudo tem um começo, e começa com uma pergunta:

É possível amar duas pessoas ao mesmo tempo?



Esta é a nova enquete do blog (ali, do lado direito). Por favor respondam, vocês leitores assíduos dessa bandalheira, mas cheios de amor(es) no(s) coração(es).

● Descendo e subindo o morro

Nestes dias de calor extremo o apito na cabeça fica tão alto que não tenho certeza se ficar dentro de casa alivia algo. Aí fui dar uma volta e confirmei que fica a mesma coisa, ou seja, tô realmente fodido. Cada carro que passava estremecendo tudo com seus subwoofers fazia o apito modular, só isso de diferente. Mas acho que é meu cérebro convulsionando ao som de tanta música ruim.

Eu não sei de onde tiraram esses funks feitos com samples de ruídos do MSN, da vinheta da Globo ou da risada do Pica Pau. Mas ainda boto culpa na maldita inclusão digital. Ao longo da cratera que é o bairro onde moro ecoa a verdadeira trilha sonora do inferno, programada no Fruity Loops em computadores Positivo comprados em 36 vezes no carnê das Casas Bahia.

Aí fui no supermercado, né? Comprar ração para meus cachorros, antes que eles aprendam a dançar e tocar gaita na rua, por esmola. E eu também precisava de uma cervejas, já que a dieta antiapito não resolveu nada. Felicidade foi achar um pacote de Doritos com 200 gramas por R$ 4,00, ver o povo gastando em plena crise e descobrir que vai cair um puta toró, pra refrescar.

Na subida do morro, sei lá porque diabos, inventei um sambinha insólito, na minha cabeça:

Cachorro não é macaco
Macaco não é cachorro
Quando cachorro virar macaco
Macaco será cachorro


Não tem nexo nenhum, mas serviu de mantra e assim nem percebi os malditos funks ao fundo.

Em casa tá tudo parado: uma pilha gigante de louça pra lavar, quase 10 episódios de House para assistir, uns 15 DVDs que sequer sairam de suas capinhas, o Kratos do God of War perdido em alguma fase que nem lembro se salvei, as paredes virando o jardim botânico de tanto limo e mofo, o computador pedindo atualização constante, a geladeira vazia e o quintal cheio de cocô.

Minto, agora tem cerveja na geladeira e os cocôs eu já apanhei. Tudo a seu tempo, sem pressa.

● Seu dia, mulher

O Dia Internacional da Mulher é celebrado a 8 de Março. É um dia comemorativo para a celebração dos feitos econômicos, políticos e sociais alcançados pela mulher.


Uhuuu, queimem também os que estão usando

A idéia da existência de um dia internacional da mulher foi inicialmente proposta na virada do século XX, durante o rápido processo de industrialização e expansão econômica que levou aos protestos sobre as condições de trabalho. As mulheres empregadas em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos em 8 de Março de 1857 em Nova Iorque, em que protestavam sobre as más condições de trabalho e reduzidos salários.

Existem outros acontecimentos que possam provar a tese como o incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist, que também aconteceu em Nova Iorque, em 25 de março de 1911, onde morreram 146 trabalhadoras. Segundo esta versão, 129 trabalhadoras durante um protesto teriam sido trancadas e queimadas vivas. Este evento porém nunca aconteceu e o incêndio da Triangle Shirtwaist continua como o pior incêndio da história de Nova Iorque.


O que sobrou de Triangle Shirtwaist

Muitos outros protestos se seguiram nos anos seguintes ao episódio de 8 de Março, destacando-se um outro em 1908, onde 15.000 mulheres marcharam sobre a cidade de Nova Iorque exigindo a redução de horário, melhores salários, e o direito ao voto. Assim, o primeiro Dia Internacional da Mulher observou-se a 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos da América após uma declaração do Partido Socialista da América. Em 1910, a primeira conferência internacional sobre a mulher ocorreu em Copenhaga, dirigida pela Internacional Socialista, e o Dia Internacional da Mulher foi estabelecido. No ano seguinte, esse dia foi celebrado por mais de um milhão de pessoas na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça, no dia 19 de Março. No entanto, logo depois, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 140 costureiras; o número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Além disto, ocorreram também manifestações pela Paz em toda a Europa nas vésperas da Primeira Guerra Mundial.

No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920, mas esmoreceu. Foi revitalizado pelo feminismo na década de 1960. Em 1975, designado como o Ano Internacional da Mulher, a Organização das Nações Unidas começou a patrocinar o Dia Internacional da Mulher.

Fonte:
Wikipédia

Parabéns a todas as mulheres que lutaram, e até deram suas vidas, por esta data tão importante. A batalha por seu espaço ainda continua no mundo machista e opressor em que vivemos, mas as conquistas têm sido proporcionais à força de vocês. Congratulações!

E, mulheres de valor que admiro tanto, me façam um favorzinho?



Conscientizem as outras mulheres, aquelas que nem fazem idéia do que esta data representa.

Terça-feira, 3 de Março de 2009

● Crash, boom, bang

A atual onda de calor em São Paulo tá beirando a bizarrice. Você caminha pelas ruas e percebe aquelas "ondulações" no asfalto. As pessoas todas de cara fechada, xingando e com a pele oleosa. Trânsito caótico. Emos continuam se maquiando e usando preto, mesmo sob o sol escaldante. O cheiro de sovaco comprimido com Winzip nos ônibus lotados. Água mineral a R$ 2,00 a garrafinha. Cartazes anunciam a febre do funk carioca: "Solta Essa Porra". Pernilongos maiores que os tripods de Guerra Dos Mundos. Vizinhos que ficam até tarde da noite na calçada com suas cervejas e te perguntam se "está chegando do trabalho agora, meu filho?", enquanto você sobe o morro arfando e suando. Se tocar Carmina Burana ao fundo, fica o perfeito Inferno de Dante.


Isto é um pernilongo paulista

E ontem tomei uma mordida de barata no pescoço. No ônibus. Nem imaginava que baratas mordiam pessoas, tampouco que tomavam ônibus.

Ainda falando em ônibus: um casal começou a discutir fodidamente na parte da frente do busão. O véio de 80 e tantos anos (segundo o teste de Carbono 14) deu uma encoxada sem querer numa fofinha de mais ou menos uns 150 Kilos (por centímetro cúbico). O pau quebrando, a delegacia se aproximando, não tive dúvida e lasquei, berrando: "solta os dois na 34". A ovação de apoio foi geral e a discussão acabou. Bora trabalhar.


Como diria Marcelo D2: a batida perfeita

E andam desmentindo a teoria do fim do mundo para 2012. Que pena, já estava planejando altos financiamentos cabulosos. Mas o prazer maior nem seria em gastar com um Rolls Royce, ou com ternos Armani, ou charutos havanos, ou whisky edição limitadíssima, ou prostitutas suecas, mas sim apontar com o dedo, para os credores parados no portão da minha casa em Malibu, o tamanho do meteoro no céu.

E esta eu vi em algum lugar da Internet, merece um Copy / Paste:

Certo dia vi uma mulher podando um enorme jardim com uma minúscula tesoura. Comovido com a lição de paciência e obstinação, dei-lhe uma escova de dentes e disse: "limpe também a calçada. Está imunda."

Domingo, 1 de Março de 2009

● Aprecie o silêncio



Sorte sua poder apreciar o silêncio. Nunca mais saberei o que é isso.

● Pequeno ode ao ego



Se eu mereço a solidão, é o melhor que posso ter.
Se os outros merecem o resto... bem, o resto é o resto!

Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

● Pontos de vista



Não achei graça nenhuma, mas analisei:

Se fosse com o Faustão: "Ô loco, meu! Olha o tamanho da morsa capotando, parece uma mortadela vestida de Faustão"!

Se fosse com o Gugu: (música triste ao fundo e vídeo rolando em câmera lenta, repetidamente) "Vamos ajudar Zoraide a se recuperar da queda doando móveis, roupas e enviando-a de volta para sua terra."

Se fosse com o Datena: "Absurdo! Prestem atenção. Reparem como a mesa é catastroficamente danificada por esta criminosa da banha."

Se fosse com o Alborghetti: "Tá no bico do urubu!"

Se fosse com o Bóris Casoy: "Isto é uma vergonha."

Se fosse com o Hermano Henning: "Olá, hoje iremos acompanhar a história de Benedita, uma gordinha muito comilona que resolve se aventurar cantando em cima de mesinhas de centro. Repare que sua afinação até que não é tão ruim. Agora, observe como ela se move até atingir o ponto de desequilíbrio. Acompanhe impacto da queda. Vamos analisar o tombo por um outro ângulo. Veja. De novo. E de novo. Agora em câmera lenta. Familiares de Benedita dizem que ela passa bem e que pretende seguir a carreira de cantora mesmo numa cadeira de rodas."

Se fosse com o Pedro Bial: "Essa não entra na casa nem se for numa maca ou com um guindaste."

Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

● Morto não samba, mas ganha Oscar

Putz, que legal! Não é que o Heath Ledger NÃO ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante? Não, não ganhou. Dead can't dance, baby!



E o Brasil é um país gozado, mesmo... tem gente paga a maior fortuna por um abadá para
dançar pisando em cocô e xixi. Agora imaginem vocês como é pular carnaval na pipoca...



Mudando um cadim de assunto...

Meu inglês é bem meia-boca. Mas até mesmo uma música que adoro, como Sowing Seeds Of Love do Tears For Fears fica beeeeem mais legal de decorar desse jeito:



E depois eu respondo o resto das
98 Perguntas Intrigantes. Ver todo esse povo rebolando na televisão dá uma leseira e incentiva a minha baianidade preguicística...

Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

● 98 perguntas intrigantes - Parte I

Depois de ver o tópico 98 PERGUNTAS INTRIGANTES do blog NOTIUN, resolvi a minha versão para as respostas:

# Por que os ursos polares não comem os pinguins?
Tira o muro que separa eles no zoológico para ver o que acontece...

# Como são os sonhos de pessoas cegas?
Em braile.

# Como posso emagrecer comendo?
Casando com uma ninfomaníaca.

# Por que os japoneses têm olhos puxados e nariz empinado?
Porque Deus quis (essa o Pavarotti sempre usava nas aulas em que eu não sabia responder as questões, seja lá quais fossem).

# Por que a gente boceja?
Pra avisar, de uma maneira sutil, aquele seu amigo "super comunicativo e interessante" que o papo tá chato.

# Por que nós soluçamos?
Pra fazer os outros lembrarem aquelas "simpatias anti-soluço" que nunca funcionam.

# Quando um panda é menor que um rato?
Quando o panda não é o Po e o rato é um boss do Battletoads Arcade.

# Por que temos a sensação de estar com um nó na garganta quando choramos?
Isso é coisa de emo, e sabe-se que todo emo é um nó-cego.

# Você sabe a diferença entre uma pantera e um leopardo?
A pantera é rosa e tem desenho animado, o leopardo é garoto propaganda do Cheetos.

# Qual a diferença entre a maconha hoje e a consumida na década de 70?
Essa eu esqueci. Errr.. peraí que vou acender unzinho pra lembrar.

# Quem vive mais, os homens ou as mulheres?
Os gays. Alguém já foi em enterro de viado? Viado não morre, vira purpurina. E demooooora pra acontecer...

# Você pensa que o camelo é o animal que sobrevive mais tempo sem água?
Não. Marcelo Camelo já resistiu muitos anos apenas tocando na sua medíocre banda Los Hermanos e sem um copo d'água sequer. Hoje se alimenta apenas de Mallu Magalhães.

# Por que ficamos arrepiados quando estamos com frio ou com medo?
Porque apenas 0,0001% da população nasce com o gene Charles Bronson, que faz com que a pessoa não se arrepie nem com a visão de um meteoro do tamanho de Júpiter vindo em direção à Terra.

# Por que só os homens têm pêlos nas orelhas?
Para fazer comerciais nojentos de uma famosa marca de refrigerantes.

# Por que as minhocas aparecem rastejando no chão depois que chove?
Porque elas curtem aquela música do Garbage: I'm Only Happy When It Rains.

# Barata sem cabeça vive?
Se um homem perde a cabeça por mulher, grana ou drogas e vive muitos anos, porque uma barata sem nada disso não poderia o mesmo?

# Por que estalar os dedos faz um barulhinho?
Porque, se os dedos estivessem ligados a um bom amplificador Mashall, fariam um BARULHÃO.

# Você imagina o que pode acontecer se um polvo estiver com muita fome?
Ele pede o menu num restaurante de frutos do mar mais próximo.

# Você sabia que algumas etnias passam mal com leite?
Não sabia, mas é um bom motivo para distribuir leite num evento das Nações Unidas só pra ver o que acontece.

# O que uma criança pode fazer no útero?
Algumas, como aquele famoso garotinho de 13 anos, fazem filhos.

# Por que a baleia ejeta água?
Porque não nada em cerveja.

# Do que é feito o chifre do rinoceronte?
De um relacionamento infiel.

# Como os antropologistas diferenciam o esqueleto de um homem do de uma mulher?
Olham ao redor da cova. Se, por perto, tiver as sobras de uma bolsa com milhares de coisa dentro, é mulher. Se tiver garrafas de cerveja e um controle remoto, é homem.

# Por que os bebês recém-nascidos choram sem lágrimas?
Porque sabem que não precisam desperdiçar esforço fabricando-as. Basta um berrinho de nada e já têm uma teta à disposição.

# Por que os cactos têm espinhos?
Porque tem de ser macho pra morar no deserto, e fabricar folhinhas é coisa de boiola.

# Por que a pimenta nos faz espirrar?
Mentira. Se deixar ela quietinha no canto dela não nos faz nada.

# Você sabe quantas vértebras contém o pescoço da girafa?
Nenhuma. Aquilo tudo é apenas pressão pra posar para fotos. Ela aperta um botãozinho antes de dormir e o troço encolhe que nem uma sanfona.

# Quem tem mais ossos: um bebê ou um idoso?
Um idoso com um frango na boca.

# Você tem apetite de minhoca?
Não, porque não como terra. Mas não posso dizer o mesmo do cérebro.

# Por que tenho "déjà vu"?
Porque baixei aquele clipe da Beyoncé no meu computador.

# O que pode acontecer se você não beber água?
Peço uma Brahma.

# Por que a lagosta fica vermelha quando cozida?
Porque é vergonhoso demais um bicho que vive no fundo do mar ser apanhado e acabar fervendo numa panela.

# Por que a aranha não gruda em suas próprias teias?
Porque usa oito patins deslizantes.

# O que você encontraria se raspasse os pêlos de um tigre?
Sua morte.

# Qual a diferença entre a abelha africana e a européia?
A africana fala suahili e as européias tomam chá das 5 ou comem croissants. Já as americanas estreiam a animação Bee Movie.

# Por que conseguimos derreter açúcar, mas não sal?
Porque não vale a pena fazer um pé-de-moleque salgado bagarai.

# Você sabia que as lagostas são canibais?
Ahá, disso elas não têm vergonha, né? Por isso acabam cozidas numa panela. Merecem.

# Será que gasolina pode congelar?
Nunca foi comprovado, pois sempre aparece uma mulher para dar carona e acabar com o tanque antes dos testes.

# É possível ver o desabrochar de uma flor?
Sim, basta ir na parada gay da Avenida Paulista.

# Por que as baleias não desviam dos arpões atirados de navios baleeiros?
Porque não têm dedos para apertar A+B e fazer a esquiva.

# Você sabia que temos um órgão canibal?
Sim, se chama cheque especial. Se vacilar, ele te devora com os juros altíssimos.

# Por que os golfinhos têm tanta facilidade para acompanhar embarcações?
Porque não têm nada melhor pra fazer.

# Você já pensou na relação do sapo com a camada de ozônio?
Desse romance devem sair girinos que voam até a estratosfera, não?

# Responda rápido: todos macacos se penduram pelo rabo?
Claro que não! Tente pregar a bunda de um gorila na parede como um quadro para ver se ele não pendura VOCÊ pelos intestinos...

# Por que as palmas das mãos e as solas dos pés não sofrem queimaduras do sol?
Porque o sol tá longe bagarai para dar uma encostadinha nele.

# Por que os cílios demoram mais a ficar brancos?
Peraí, essa eu vou perguntar para o meu amigo Michael Jackson.

# Os mosquitos mordem para se alimentar?
Não. Eles são mal educados e enfiam a comida goela abaixo sem mastigar. E ainda soltam um arrotinho de satisfação.

# Os pingüins vivem apenas no Pólo Sul?
Não, vivem também no Zoológico de São Paulo, nas tardes da TV Cultura e em sistemas operacionais open source.

# Por que se perde a memória depois de uma bebedeira?
Porque você tem de focar seu pensamento na chave em sua mão e numa porta que não para de girar.

# Qual a diferença entre tubarão e cação?
Tubarões estréiam filmes do Steven Spielberg e desenhos da Hanna Barbera, cações estreiam pratos naquele restaurante self service da esquina.

# Por que sentimos calor quando tomamos vinho?
Porque cu de bêbado não tem dono, e pode ter o Janjão fungando no seu cangote após uma garrafa se Sangue De Boi.

# Como algumas espécies de peixes conseguem nadar em cardumes sem se perder?
Porque usam GPS, ou assistiram Procurando Nemo.

# Por que temos sobrancelhas?
Pra fazer isso:

# Você sabe o que os tigres siberianos e os ursos polares têm em comum?
Estão na enciclopédia de zoologia da biblioteca mais próxima.

# Você sabe quantas informações o cérebro é capaz de guardar?
Depende de quanto Sangue De Boi você tomou.

# Alguma vez seu olho já tremeu?
Já, quando eu estava em Tókio e teve um terremoto de 9 pontos. Aliás, tremeu até o "olho cego".

# Você conhece um animal que não bebe água?
O Caju, um pedreiro que mora perto da minha casa. A única água que ele toma é uma tal de "ardente".

# Quem demora mais para se decompor: um chiclete, um palito de fósforo ou um pedaço de papel higiênico?
Basta olhar embaixo das carteiras de escola para ter a resposta: você nunca vai achar papel higiênico ou palitos de fósforo colados lá.

# Você sabia que pode salvar uma árvore economizando papel?
É mais efetivo afastar os castores delas.

Depois eu respondo o resto, pois é baboseira demais para uma madrugada de quinta-feira.

Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

● Tim Maia por Tim Maia

Tenham todos os uma boa viagem:

Domingo, 15 de Fevereiro de 2009

● Tomada



Depois de observar por um bom tempo a tomada na parede, ele levantou da cama e decidiu descobrir de onde vinha a energia elétrica que chegava até ela.

Estava meio puto da vida devido o choque que tomou na noite anterior e por não ter em quem descontar a raiva na hora da terrível sensação. Vestiu uma roupa qualquer e saiu.

Parou alguns instantes a observar a caixa de força na garagem. Acompanhou, com os olhos, a extensão dos fios que se prolongavam até a ligação do poste.

Do poste, seguiu andando e observando todo o percurso das ligações. Não tendo certeza de qual lado seguir, foi para o fim da rua, onde a ligação terminava num transformador.

Lembrou que transformadores nada mais são que um acoplamento de onde viria uma fonte de energia maior, e continuou acompanhando com os olhos a continuidade dos fios.

Andou, andou e andou. Sempre olhando para cima, sem perder a concentração nas emendas e emaranhados que se seguiam. Por instinto, apenas acompanhava: é por ali.

E assim seguiu por horas. O dia acabou e ele estava cansado e com dores no pescoço de tanto caminhar naquela posição que despertava a curiosidade alheia. Sentou e acabou cochilando.

No meio da madrugada abafada percebeu que era difícil visualizar os fios no escuro e que a busca pararia naquele ponto. Continuaria de manhã, obstinado. E dormiu ali mesmo.

Acordou com os primeiros raios de sol queimando sua face, mas já fitando o exato ponto onde sua busca havia sido interrompida. Era a fiação do poste de um bairro já bastante longe de sua casa.

E com a mesma obstinação do dia anterior, acompanhou com os olhos o prolongamento dos fios nos postes, ainda certo que eram os mesmos que terminavam na tomada da sua casa.

Aquilo tinha que acabar em algo, numa origem. Queria muito ver quem era o responsável por levar energia para aquela tomada. Aquela que falhou bem na hora que mais precisava.

Não sentia mais fome ou dor, apenas uma vontade enlouquecedora de encontrar a outra ponta do fio, desse no que desse. E no percurso encontrou uma espécie de fortaleza elétrica.

Era a primeira estação de distribuição de energia que interrompia sua caminhada. Pulou o muro para não perder o fio da meada, mas foi repreendido pelos funcionários dali.

Uma vez do lado de fora, observou frustrado que tinha perdido o foco no emaranhado de fios e ligações naqueles transformadores gigantes e bem protegidos. Mas havia uma dica.

Os fios que ele vinha seguindo até o momento eram diferentes e mais finos que os instalados do outro lado da estação de distribuição, então deveria ser dali que vinha uma fonte maior.

Seguiu acompanhando com os olhos. Agora os fios eram bem mais fáceis de seguir, pois eram mais robustos e sustentados por enormes torres de ferro separadas entre si.

Na verdade, ele seguiu por dias em sua busca. Caminhava dia e noite por baixo dos linhões de alta tensão, ora cruzando entediantes terrenos vazios, ora transpondo altos muros.

Invadia fazendas, pulava cercas, escalava morros, se escondia e fugia de pessoas e animais ferozes em seu encalço. Não queria invadir por mal, apenas acompanhar os fios. Sempre.

Claro, a caminhada era cansativa. Comia e bebia o que encontrava pelo caminho, fosse numa lata de lixo ou numa árvore carregada de frutas. Dormia onde desse, o importante era seguir.

Talvez não tivesse notado que sua caminhada já durava meses e que seus cabelos e dentes enfraqueciam devido ao efeito do campo elétrico das linhas de alta tensão. Caminhar assim era muito nocivo.

A certeza de que seu objetivo seria alcançado era o que o motivava a seguir, pois já estava debilitado demais. Tinha de haver uma recompensa, já que a vida não lhe trouxera muitas.

Depois de passar pelas mais diversas paisagens, deu de cara com um rio enorme. Era lindo, imponente e cheio de vida ao redor, mas não distraia seu olhar da busca do fim dos fios.

Eis que as ligações culminavam numa outra fortaleza elétrica, muito maior que todas que transpôs em sua andança. Era imponente, barulhenta, quase caótica. Havia chegado numa barragem.

A barragem de uma usina que não sabia o nome, e nem quis saber. Seu coração e respiração aceleraram de emoção pela certeza de ter encontrado o que lhe motivou.

Ali estava a origem da energia que chegava até a tomada da sua casa. Aquela que não foi efetiva na hora em que ele introduziu uma tesoura para dar cabo de sua vida.

Escalou um enorme muro que envolvia a usina e correu, ignorando todas as dores do corpo e os gritos de "pare" dos funcionários que ali estavam. Convicto, seguiu para onde estavam as turbinas.

Cambaleou diante a vibração ensurdecedora das máquinas que giravam monstruosamente com a força das águas que caiam da barragem. Deve ter sido a cena mais fantástica de sua entediante vida.

E saltou. Segundos depois, ele não parecia mais a figura franzina, banguela e calva que corria de tudo e todos na instalação. Virou apenas uma mancha de carne, ossos, tecidos e sangue girando com todo o maquinário.

Isso fez com que a usina fosse parada para uma busca por evidências. Mas nada foi encontrado nos bolsos do que sobrou da calça, sequer um vestígio de documentos.

E da hora do salto até a limpeza das turbinas e religamento da usina, sua cidade e outras ao redor ficaram sem energia elétrica. Isso no exato momento em que outra pessoa enfiava dois pregos na tomada para tentar se suicidar.

Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

● Dr. House aprova!

Defesa pessoal com bengala?


Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

● Frase do ano

"A situação do Mercado Financeiro é tão ruim que já tem mulheres se casando por amor."

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

● Quem quer comprar meu blog?

Ele custa R$ 581,66, segundo o site http://www.stimator.com/

Ou US$ 252,00, caso prefiram pragar em doletas.

Sinceramente, é bem mais do que eu imaginava e bem menos do que eu mereço.

● ● ● ● ● ● ●

Ôcride!

Fala pra mãe que tem gente dizendo que eu me tornei um cara mau, mas esquece que a vilania é uma via de mão dupla.

● ● ● ● ● ● ●

E ontem falei com meu grande amigo, o Dr. Bruno, e ele me disse que uma possibilidade de cura para o infernal e eterno apito na minha cabeça seria uma injeção de células-tronco embrionárias diretamente nas cócleas dos ouvidos. Elas poderiam substituir as células ciliadas que estão danificadas (e me deixando pirado).

Mas como vivemos num planeta onde uma certa igreja que mandou milhões para a fogueira não deixa pesquisar e desenvolver isto pois julga a manobra como assassinato, e onde as leis desfavorecem a saúde das pessoas para que possam viver melhor e produzir mais grana na arrecadação de seus impostos, fico aqui com mais essa irônica e ingrata obra das circunstâncias.

Por fim, o Dr. Bruno pediu uma ressonância magnética para afastar a possibilidade de acharmos que tem um alien vivendo em meu cérebro. Isso seria, definitivamente, o que faltava em minha vida.

Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

● Soneto do banheiro masculino

No banheiro masculino
Há, na parede, palavras
Sobre "queimação de sino"
E outras putarias bravas

Estes textos sodomitas
Que se vêem por toda parte
Fogem ao que a razão dita
E não são forma de arte

Ante a sordidez verbal
Que cobre o banheiro todo
Termos feios como "pau"
"Caralho", "buceta", "fodo"

Fiz estes versos sapecas
Lê-os enquanto defecas


(Autor desconhecido)

Pichaçhão em banheiro de escola com altos níveis de QI é outra coisa. Abraços, amigos da ETEC. Saudades!

Domingo, 8 de Fevereiro de 2009

● 5 músicas para um final de semana melancólico


Depeche Mode - Home


Beck - Paper Tiger


Massive Attack - Live With Me


Ben Harper - Power Of The Gospel


Sigur Rós - Svefn-g-englar

Solidão, me deixe forte...

Sábado, 7 de Fevereiro de 2009

● Impunidade no Brasil: agora com Edmar Moreira

É, dois posts no mesmo dia. Quero escrever sobre um tal sujeito. Você já deve ter ouido falar:

O novo corregedor da Câmara dos Deputados, deputado federal Edmar Moreira (DEM-MG), afirmou em entrevista coletiva nesta quinta-feira (5) que um castelo de valor milionário alvo de polêmica por não ter sido declarado à Justiça Eleitoral, foi passado para o nome de seus filhos, Leonardo e Júlio, em 1993. "Não posso declarar bem que não é meu", afirmou. Só o castelo, que foi colocado à venda pelo deputado, é avaliado em cerca de R$ 25 milhões. A edificação e o terreno onde ela fica (em São João Nepocumeno, Minas Gerais) juntos são avaliados em aproximadamente R$ 58 milhões.

Absurdo... um CORREGEDOR, um DEMOCRATA, o cara que deveria dar bom exemplo e limpar a imundície de seus colegas corruptos... passa o seu fardo amaldiçoado para os filhos, como uma vespa deposita seus ovos num outro inseto para que sua cria o devore vivo, por dentro. E o inseto, no caso, sou eu. Ou você. E a sensação de "comprei isso tudo com a grana do povo", será que NUNCA bate na consciência deste desgraçado na hora que ele deita a cabeça no travesseiro?

Há um tempo atrás cargos políticos não eram considerados empregos, tampouco eram remunerados, nem com direito a super férias ou todos esses trololós como imunidade, auxílio putaqueopariu e afins. Ser político era representar e defender o povo, era um patamar de vida para homens de boa índole, cultos, idôneos, de família, comprovadamente HONESTOS. Eram cargos de HONRA, para homens DE VERDADE, LÍDERES NATOS.


Mas hoje...

É a ENDEUSIFICAÇÃO em terra dos piores indivíduos selecionados por votação e campanhas milionárias (com SEU dinheiro, sim, o SEU - comprou um pãozinho, paga ICMS, meu chapa!), musiquinhas e jingles comoventes, imagens sensacionais, garbo, pompa e circunstância. É cuspir na Constituição, é mandar o povo S-E F-O-D-E-R com todas as letras, é deixar morrer um parente seu (ou você) num hospital da pior qualidade, é dar escolas e estudo PÉSSIMO para nossas crianças, é tirar comida do prato de quem precisa, é ROUBAR, ROUBAR, ROUBAR e rir da minha, da SUA, da NOSSA cara. E depois inventam e permitem: CRISE, APAGÃO, BIG BROTHER, CARNAVAL, COMBUSTÍVEL AUTO-SUSTENTÁVEL, BOLSA-ESMOLA... e sempre: SEJAM BEM VINDOS GRINGOS, VENHAM COMER NOSSAS MULATAS E CRIANÇAS, mas por favor, PAGUEM EM DÓLAR!

Vou postar aqui umas letras, muito conhecidas de vocês. Leiam e reflitam. Não é patriotismo, é algo para prestar a atenção, rir ou chorar, e não só cantar no dia de futebol ou no pátio da escola e achar "emocionante":

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!


E esta:

Seja um pálio de luz desdobrado,
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus.
Seja um hino de glória que fale,
De esperança de um novo porvir,
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir.
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
Das lutas, na tempestade
Dá que ouçamos tua voz.
Nós nem cremos que escravos outrora,
Tenha havido em tão nobre país
Hoje o rubro lampejo da aurora,
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais, ao futuro
Saberemos unidos levar,
Nosso augusto estandarte, que puro,
Brilha ovante, da Pátria no altar.
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
Das lutas, na tempestade
Dá que ouçamos tua voz.
Se é mister que de peitos valentes,
Haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes,
Batizou este audaz pavilhão.
Mensageiro de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder
Mas da guerra nos transes supremos,
Heis de ver-nos lutar e vencer.
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
Das lutas, na tempestade
Dá que ouçamos tua voz.
Do Ipiranga é preciso que o brado,
Seja um grito soberbo de fé,
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.
Eia pois, brasileiros, avante!
Verde louros colhamos louçãos,
Seja o nosso país triunfante,
Livre terra de livres irmãos!
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
Das lutas, na tempestade
Dá que ouçamos tua voz.


E mais esta:

Já podeis da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil
Já raiou a liberdade,
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil,
Houve mão mais poderosa,
Zombou deles o Brasil;
Houve mão mais poderosa
Houve mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Não temais ímpias falanges
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil;
Vossos peitos, vossos braços
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Parabéns, ó brasileiros!
Já, com garbo varonil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil;
Do universo entre as nações
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.


Resumindo, hoje em dia essas letras soam para você:

a) Cafonas
b) Uma piada
c) Lindas, pois sou patriota
d) Nossa, isso é tenso. Mas quem segue isso aí?
e) Que se foda, esse país tá na merda e vai ficar pior. E eu afundo junto, claro!

Que tristeza, um país tão grande, cheio de riquezas, cheio de gente capaz, inteligente, com uma cultura riquíssima mas que não é capaz de saber escolher quem o representa, que permite escândalos inacreditáveis como este, e daqui a pouco virão outros piores e este será esquecido. Mas o erro tá na BASE, na educação, muito "jeitinho brasileiro", que potencializado nas mãos de indivíduos como este, viram um "jeitão". E o povo? Xinga, se revolta e depois liga a TV pra ver BBB. E daqui uns anos vota no mesmo cara que pôs e porá, lá da mansão dele, no RABO do povo, infinitamente.

Veja bem, a maioria NÃO É calada, todo mundo xinga e reclama, mas só levanta da cadeira mesmo pra fazer farra ou arruaça "de grife" (sim, amiguinho. Movimento "Cara Pintada" e "Cansei" é motivo de riso em Brasília - terra de leis exclusivas). Portanto é mais fácil falar que vai cair fora e o tal "verás que um filho teu não foge à luta" vira um grande LOL no inconsciente coletivo. Alguém aqui lembra do juramento à bandeira quando foi dar baixa no serviço militar? Não né? Nem eu! Mas lembro que dizia algo sobre "morrer pelo país", e não "ser torturado, roubado a assassinado lentamente pelos meus compatriotas".

OK, eu sozinho nada posso fazer a não ser me indignar e desabafar desta forma. Quer ir embora? Antes de "apagar a luz e bater a porta" não seria mais efetivo tentar limpar a sujeira que incomoda "dentro de casa" e tentar uma outra vez? Lá fora a "casa" é outra, mas corrupção e impunidade existe em todo lugar. Porque não começar removendo o tumor onde ele mais machuca e pesa? O Brasil ainda é absurdamente grande na proporção povo X minoria dominante corrupta e desonesta, o que faz o povo não enxergar isso? A novela das 8 e o carnê das Casas Bahia? PANIS ET CIRCENSIS? O resto é resto e não difere muito de qualquer nazismo ou ditadura: o povo é gado e gera lucros.

Sou filho desse solo em que a mãe gentil "pátria amada Brasil" só é amada em dia de copa do mundo ou no carnaval, mas que é tão hostil com si própria ao ponto de permitir barbaridades criminosas como estas, regidas pelas garras de quem sequer sabe o que significa "trabalho braçal" - braço este que só lhe serve para render o seu conforto e esticar o dedo para a apertar o botãozinho verde de CONFIRMA em dia de eleição - mas não sou um filho desnaturado, cego ou burro. Enfim...

Edmar Moreira, 1 X 0 pra você...

● Entrevista - por Alex Sallai

De uma conversa (de surpresa) via MSN, saiu esta entrevista. Meu grande amigo, jornalista, poeta e blogueiro Alex Sallai "me encurralou" e mandou ver (epa, no bom sentido!). Com vocês: EU, por Alex Sallai.

Qual foi o motivo que fez você criar o 15 KiloHertz?
O tinnitus / tava inspirado.

Como assim?
Criei por causa do zumbido na minha cabeça. Precisava me distrair, e tava inspirado. Hoje em dia não tô mais (na ocasião o blog estava 'às moscas').

O que aconteceu pra sua inspiração ir embora?
Deve ser a abstinência, ahahahaha!

E como vai o seu tratamento contra o tinnitus? A vida sem cerveja e cigarros?
Tá tudo do mesmo jeito, só tô dormindo muuuuito mais.

Isso é bom?
Não. Com mais sono, faço menos coisas. Ei, isso é uma entrevista??? Huahuahuahua!

Sim.
Ei!!! Assim não vale. Eu nem tava preparado, tô respondendo sem nem pensar muito.

Você acha q vai aguentar essa vida sem cerveja e cigarro?
Não muito, porque já tive pequenas recaídas. Mas é só eu me distrair com outras coisas que talvez isso não aconteça mais. O blog era uma boa, mas sem eles não me inspiro bem, daí fica um círculo vicioso negativo.

E o que seriam essas outras coisas?
Os "tóxicos" (café, cigarro, cerveja, açucar, Doritos), huahuahuahua!!!

Você está dando uma entrevista. Portanto, seja mais claro com os leitores.
Veja bem: apesar de fazerem mal, essas coisas todas me deixam mais relaxado, com a cabeça cheia de idéias, então é até chato pensar que preciso me "alterar" para ficar inspirado. Mas não é sempre assim. Normalmente tenho uma imaginação muito boa.

Você também precisa ficar alterado para conviver com as outras pessoas?
Isso não. Ao vivo funciono bem melhor. Mas se tô de bode amarrado, isso também fica potencializado. Não tenho papas na língua e costumo ser bem sincero, com bom ou mau humor.

As pessoas te estressam muito?
Pra ser bem sincero? Nos dias de hoje o nível da maldade, malandragem, "jeitinho brasileiro", ignorância e vontade de se dar bem da maioria me deixa bem puto.

E quais são as suas armas pra se defender disso - além de ser bem sincero? Ou você acha que essas pessoas não merecem muito a sua atenção?
Normalmente sou bem blasé, cago e ando pra tudo isso. Mas num ataque direto não meço esforços para retribuir, e costumo retribuir bem. Um erro meu: me estressar com pouca coisa.

Já se estressou por algo que depois se arrependeu?
Ô! O mais comum é explodir, depois a cabeça esfria e penso: não era melhor ter soltado um deboche destruidor e mandar a pessoa ir pra casa chorar embaixo da cama?

Pode contar um caso pra exemplificar?
Minha vizinha. Essa gosta de encrenca. Há um histórico de anos e anos de encheção de saco. Incrível, conheço todos aqui, mas ela curte um auê. E a sina continua com o filho dela, e daí teve um barraco daqueles que os transeuntes adoram. Depois, pensei: que babaquice. Realmente, me estresso por coisinhas. A verdade é que não tolero que perturbem meu sossego. Acredite se quiser, mas em casa gosto de silêncio.

O convívio com você o dia-a-dia é fácil ou assume q você é um pouco difícil?
Acredite: sou uma pessoa agradável. Por exemplo, quem eu recebo em casa sabe como sou hospitaleiro. Na rua sou chegado numa conversa de bar. No trabalho o clima é mais sério, competitivo (e o povo também gosta de uma fofoca), mas estou sempre brincando, para quebrar o gelo. De resto, se estou de mau humor, me fecho. Mas tem gente que parece perceber isso, e me provoca nessas horas, é incrível! Daí acabo soando como o chatão (pois é mais fácil lembrar das más do que das boas qualidades de alguém, não é mesmo?). Depois eu é que sou complicado...

O mundo seria melhor se caísse um meteoro aqui e a evolução pudesse começar novamente?
Putz, você me ouviu falando isso muitas vezes, né? Huahuahua! Sim, é meu lado Klaatu (O Dia Em Que A Terra Parou) niilista que às vezes vem à tona, nos desabafos dos momentos de decepção com tanta coisa errada deste mundo. Queria mudar esse ponto de vista, mas está beeeeem difícil...

E como é o Edilson Marques no ambiente de trabalho?
Chato: pois ou estou fazendo piadas, ou muito concentrado, e nessas horas sou BEM chato. Essa dualidade deve confundir as pessoas, logo... sou complicado. Logo, chato!

Alex Sallai promete uma segunda parte da entrevista e, quem sabe, uma terceira. Por ora, recomendo seu blog: http://alexsallai.blogspot.com/

Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

● Preto no branco

Estamos de volta com a programação normal. Chega de frescura.


Iggy Pop e Tom Waits em cena de Sobre Café e Cigarros

A partir de agora a coisa vai ficar preta, por aqui. Afinal, comigo é preto no branco. Ou melhor, branco no preto. Enfim, vocês entenderam.

Sentiram falta das postagens? Que nada! Nem passaram por todos os cinco estágios da perda: negação, ira, depressão, barganha e aceitação. Mas grave-os bem, e nesta ordem: não há como escapar do processo.

Trilha sonora de hoje: Cramps, claro. Vai de boa, Lux Interior. Mas vá tocando, bem alto, seu velho e bom rock 'n roll.

Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

● さよなら永遠に



And what if God's dead
We must have done something wrong
This dark facade ends
We're independent from someone

This wreckage i call me
Would like to frame your voice
This wreckage i call me
Would like to meet you, meet you
Soon

We write suggestions
Suggesting fading to silence
And that must please you
My mirror's tarnished with "no-help"

This wreckage i call me
Would like to frame your voice
This wreckage i call me
Would like to meet you, meet you
Soon

さよなら永遠に

Turn out these eyes
Wipe off my face
Erase me

Replay "the end"
It's all just show
Erase you

I need to i need to i need to

This wreckage i call me
Would like to frame your voice
This wreckage i call me
Would like to leave you, leave you
Leave you, leave you
Soon


さよなら永遠に

Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

● Greve

Ah, então você vem aqui, lê e não deixa nenhum comentário? Pois só vou soltar post novo quando tiver comentário de DEZ pessoas distintas, aqui. É, tô de mau humor, mesmo! (E carente... snifs!)

Ah! A cerveja sem álcool? É ruim como dizem. Mas tô sobrevivendo, obrigado por perguntar.

Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

● (Des)motivação

Mudanças radicais no começo de 2009. Resolvi cortar alguns excessos do meu cotidiano para ver se alivia um pouco o Tinnitus. De primeira, adicionei Ginkgo Biloba na minha "dieta". Daí descobri que só a versão em extrato é eficaz. Saco.

Nunca havia feito isso em minha vida, mas agora observo atenciosamente as plaquinhas indicadoras das calorias, em cada prato. Sobremesa? Nunca mais. Agora é salada, arroz integral e qualquer bicho morto que seja o mais light possível.

Fiz a primeira compra "diet" ontem: café DEScafeínado, leite DESnatado, adoçante, cerveja SEM álcool. E por mais que rodasse no supermercado, não achei nada que compensasse o Doritos, o tempero do feijão e o cigarro. Tô fu... piii!

Acabei de preparar aqui o tal café de embalagem azul. Com adoçante. Vou te falar, pra quem está acostumado a ser um semi-viking nos hábitos alimentares e quase sair na porrada com um café BEM forte, é tão broxante quanto um peido no meio do oceano.

Próximo post: minha experiência com a cerveja sem álcool. Que Baco me perdoe.

Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

● Fragmentos



Ela tinha tudo de errado, além de um segredo. Mas quando passava fazia um estrago danado. Cabelos cresciam, corpos definhavam, o tempo parava por completo. Mas o resto se completava em seu erro de existir, e isso era bom.

● ● ● ● ● ● ●

Quando sua respiração se tornou difícil não havia mais nada a fazer, além de contemplar seus olhos, outrora turvos, agora cristalinos e vivos, me fitando e dizendo adeus. Mas ela não disse nada, apenas olhou. E se foi.

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Nunca vi pessoa mais solitária. Minto, ela vivia com gatos e fantasmas universitários. Mas cheirava a passado e confusão. Uma pena, tinha belos olhos que preferiam passar o tempo todo fechados, sonhando absurdos sexuais.

● ● ● ● ● ● ●

Ficar sozinho e ébrio às vezes te faz pensar que a vida dura o tempo de um cigarro aceso. Ou de uma música. Ou toda a eternidade. Seria Deus brincando de pitar estrelas enquanto rege supernovas?

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Lá você poderia ser quem ou o que quisesse. Lugar pequeno, escuro, mas familiar e aconchegante como o útero materno. Aliás, tudo ali pulsava vida, luz e sons. Mas acabou como começou: com amor, e do nada.

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A viagem começou num pôr-do-sol absurdamente vermelho e nublado. Nuvens em forma de cavalos, seres abissais ou um relevo marciano de ponta-cabeça. Por fim, o pacto, o descanso e o despertar com um beijo.

● ● ● ● ● ● ●

Trocar a infância pela obstinada caça a ruídos, imagens e sensações sintéticas pode não ter sido uma boa idéia. Bem, crianças não pensam muito, brincam. E se não brincam e pensam demais, pode acreditar: seus pais não cresceram. Isso torna o silêncio da noite um obstáculo difícil de transpor.

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Não adiantou a aura cinzenta e os trejeitos rudes: num gesto, fui desarmado de corpo e alma. Mas quebrou minha rotina, liberou endorfinas. Meu futuro vai ser outro, minha intuição não falha. A aura, sim.

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87 mil horas se passaram e toda a adrenalina, sangue e tripas ficaram acumuladas na arrancada. Mas as duas almas foram projetadas para frente numa velocidade absurda, entrelaçando-se como numa fita de DNA. Por inércia, pararam. Hoje pairam pálidas e perdidas sobre outros montes de tripas e sangue.

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Acredite em tudo enquanto ainda estiver aqui. Afinal, todo mundo mente.

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Todos têm uma história triste para contar. Uma história feliz não se conta, é vivenciada. E ai daqueles que fizerem parte de tanta ilusão, pois o fim é sempre o mesmo, e vira história para ser contada. De novo.

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Já tentou correr durante um sonho?

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Uma grande mancha vermelha assusta, não é mesmo? Mas é das pequenas manchas que fujo. Elas sempre deixam rastros difíceis de apagar.

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Não se preocupe em ganhar dinheiro, baby! Apenas gaste-o! GASTE-O!!!

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Beber com um amigo no estacionamento de um supermercado em pleno domingo? Boa idéia!

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"Seja solteiro, divirta-se", disse ela. Sei bem o tipo que usa esse lema. Mas Roland Orzabal mandou avisar os jovens de coração: "em breve você envelhecerá". Realmente, nunca vi velhinhos solteiros esbanjando sorrisos em um asilo.

● ● ● ● ● ● ●

- Alô?
- Alô...
- Como você está?
- Isso realmente importa?
- Se não importasse eu não teria ligado.
- Apenas está com remorso do que fez...
- Não tenho motivo algum para isso.
- Mas agora vai ter. BANG! Ploft.
- Alô? Alô? Oh, meu Deus, alô! Fala comigo!

● ● ● ● ● ● ●

Lembre-se: esqueça-me!

Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

● Sexo e calorias

Acabou a mamata. Ano novo, novo post... mesmo que seja na base do Control+C Control+V, mas quem se importa? E um pouquinho de humor criativo não faz mal a ninguém...



SEXO E CALORIAS

Sexo é a maneira mais prática e divertida de perder peso. Veja quantas calorias se perde em cada embate:

Tirando as roupas:
Com o consentimento dela ....... 12 cal
Sem o consentimento dela ....... 187 cal

Abrindo o sutiã:
Com as duas mãos ....... 8 cal
Com uma mão ....... 12 cal
Com uma mão, sendo espancado por ela ....... 37 cal
Com a boca ....... 85 cal

Colocando a camisinha:
Com ereção ....... 6 cal
Sem ereção ........ 315 cal

Preliminares:
Tentando encontrar o clitóris ....... 8 cal
Tentando encontrar o ponto G ....... 92 cal
Não ligar a mínima ....... 0 cal

Na hora de transar:
Pegar no colo ....... 12 cal
Deitar no solo ....... 8 cal
Fazer mulher ....... 112 cal

Posições:
Papai e mamãe ....... 12 cal
69 deitado ....... 8 cal
69 em pé ....... 112 cal
Carrinho de mão ........ 216 cal
Candelabro italiano ....... 312 cal
Disgaiá o coqueiro ....... 917 cal

Tendo um orgasmo:
Real ....... 112 cal
Falso ....... 315 cal
Na mão ....... 1134 cal

Pós-orgasmo:
Ficar na cama abraçadinho ....... 18 cal
Pular da cama logo em seguida ....... 36 cal
Explicar para ela porque pulou da cama logo em seguida ....... 816 cal

Conseguindo a segunda ereção:
Se você tem de 16 a 19 anos ....... 12 cal
De 20 a 29 ....... 36 cal
De 30 a 39 ....... 108 cal
De 40 a 49 ....... 324 cal
De 50 a 59 ....... 972 cal
Acima de 60 ....... 2916 cal

Colocando a roupa:
Calmamente ....... 32 cal
Com pressa para se mandar ....... 92 cal
Com o marido dela arrombando a porta ....... 1218 cal

Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

● 8 vídeos para encerrar 2008

No fim do ano sempre tem retrospectiva. Aqui vai a minha, bem resumida, em forma de oito vídeos e fatos:

Tinnitus - Você Consegue Ouví-lo?

Descobri que tinha o famigerado apito na cabeça em Maio. Tá aqui até hoje, e inspirou o nome deste blog. Agora vocês sabem a causa de meu mau humor eterno...

She Wants Revenge - Tear You Apart

Graças ao amigo Alex Sallai redescobri esta sensacional banda. Soturna, pesada, com letras explicitamente amargas. Minha cara!

MGMT - Eletric Feel (Justice Remix)

Provavelmente a música que mais ouvi no ano. A versão original, sinceramente, é uma bosta. Mas esta com sintetizadores a la Gary Numan me fez usar o repeat centenas de vezes!

Jesus Anda Mary Chain - Just Like Honey

Maravilhoso ver os descabelados barulhentos (que não estavam tão descabelados e barulhentos assim) no Festival Planeta Terra. O Marcão levou pisco pra aquecer, sensacional!

Breeders - Cannonball

Como foi lindo ver as irmãs Deal em ação, no Festival Planeta Terra. Eu já tava bêbado o bastante para dar um mosh, mas com peso e a idade demais para realizar certas peripécias dos anos 90...

Cyndi Lauper - She Bop

A tia amoleceu meu coração ainda na infância e provocou arrepios ao vivo, no Via Funchal, com aquela vozinha de nenê. Ai, ai. Que Madonna, o cacete!

Duran Duran - Hungry Like The Wolf

Diretamente da rádio Antena 1 para o Via Funchal, o Duran Duran fez o tio aqui pular como criança. Durante dias o povo teve de aturar o meu "tchu tchu tchuru, tchutchuru, tchutchuru, tchutchuru, tchu tchu"...

Diesel - XXX Party 2008

Melhor vídeo do ano, no YouTube, com certeza! Procurem a versão colorida (aqui não pode, meu blog é NTSC) fica mais cabuloso ainda!

É isso aí! Ficam as boas lembranças, que venham mais. E melhores! Um bom 2009 a todos, muita música, birita, sexo, sorrisos, diversão, saúde e grana.

Cheers!

Domingo, 28 de Dezembro de 2008

● Ocupar a vida real não gera pixels

Primeira vez que posto atrasado no blog, puxa! Quem acompanha deve ter percebido que, sagradamente, a cada dois dias, tem post novo. E que devo ter TOC. Enfim...

Eu tava ali vivendo a vida real. Revendo bons amigos, tomando uma brejinha, esticando as pernas. É bom, de vez em quando, né?

Mas nunca deixo este punhadinho de pixels abandonado, então ficam valendo os quatro novos videclipes, atulizados ontem, neste blog que é uma verdadeira televisão em preto e branco. Assistam, à direita, em PULSAÇÕES.

Só faltou o barulinho chato do flyback, mas isso eu deixo por minha conta: piiiii...

Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

● E ele não veio, de novo

Todo ano é a mesma coisa...



Ele nunca vem. Véio feladamãe! Snifs...

Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

● O negócio é o seguinte:

Tem enquete nova. Votem, plis.

E tô bolando um jeito de substituir a moribunda fitinha K7.

Por ora, é isso.



Divirtam-se!

Domingo, 21 de Dezembro de 2008

● Noite feliz... noite feliz...

Já está tudo pronto:


Uma dúzia delas.


Doritos + Dippas.



Torrone.


DVD d'O Estranho Mundo de Jack.


DVD d'O Grinch.


Gibi do Lobo Versus Papai Noel.


Tapa ouvidos para meus cachorros.


Ser judeu por um dia.

E aproveitem os novos videoclipes e a fita K7.

Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

● Prazeres desconhecidos, fitas emboladas

Certamente, você já cruzou alguém na rua usando esta camiseta:



E deve ter se lembrado da capa de um certo LP guardado em uma de suas caixas de papelão:



Unknown Pleasures, do Joy Division, trás registrado um dos maiores e misteriosos ícones da cultura musical. O que muita gente acha que é o gráfico de um sismógrafo, na verdade, tem uma história bem interessante.



Bernard Summer encontrou a ilustração na Enciclopédia de Astronomia de Cambridge e a levou até o designer Peter Saville, que compôs a capa do álbum. O gráfico da suposta "estrela moribunda" se tratava do registro das manifestações eletromagnéticas do Pulsar CP 1919, o primeiro descoberto pelo homem.


Pulstar CP 1919, no centro da Nebulosa do Caranguejo

Pulsares são pequenas estrelas de nêutrons que giram em alta velocidade emitindo pulsos eletromagnéticos constantes. Num primeiro momento chegou a confundir os pesquisadores, por acharem que se tratava da emissão de um sinal de vida inteligente.



A imagem se tornou uma referência, inspirando pessoas e empresas, como a Microsoft, que desenvolveu uma edição especial de seu player, o Zune, em homenagem ao álbum.



Dois modelos do tênis New Balance foram lançados: um branco e cinza, baseado no Unknown Pleasures, e outro preto, branco e verde, inspirado na coletânea Substance.



Buttons da grife Sound And Vision (confira link ao lado).



Há quem prefira levar na pele, para sempre, a manifestação da pequena estrela de nêutrons.

Que tal uma derradeira mixtape deste maravilhoso ábum? Afinal, tenho uma triste notícia para dar...


Descanse em paz

Recebi ontem um e-mail da equipe do Mixwit comunicando o fim de suas atividades até o fim do ano. Trata-se da empresa que fornece a fita K7 que encabeça este blog. Uma pena, pois conseguiu resgatar, de forma genial, um grande símbolo dos anos 80. Ainda não sei o que vou usar no lugar da fita, que virou um símbolo do blog, e uma boa opção para quem queria curtir um sonzinho ao invés de ler estas mal escritas linhas.

Obrigado por tudo, Mixwit. Mas é uma notícia tão ruim quanto embolar a fita K7 no cabeçote do gravador.

Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

● Na gaveta!

Ocride! Fala pra mãe:



Que a Madonna esqueceu a bunda em casa!

E já estão rolando na Internet os engraçadíssimos GIFs animados sobre a sapatada que o Bush quase levou.



Clique AQUI e AQUI para conferir mais animações hilárias sobre o incidente.

Estou ajudando o
Ian Black para ele ganhar o Desafio LG, e por isso estou divulgando o vídeo RIDÍCULO dele dançando o tema do FLASHDANCE:



Quem quiser ajudá-lo, basta seguir as instruções no
Enloucrescendo.

Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

● E já que o assunto é Madonna...

Nos anos 90, uma manchete do extinto jornal Notícias Populares perguntava:

QUEM QUER VER A MADONNA PELADA?


Calma, não é ESTA Madonna. É a OUTRA

Era o comecinho da MTV, e ensinavam como sintonizar o canal 32 UHF para ver o videoclipe Justify My Love, que só ia ao ar depois das doze badaladas. Pois bem, agora você pode conferir a peladice e a safadeza da muié sem precisar pôr Bombril na antena.

Aqui está o famigerado videoclipe Justify My Love:



E um bônus, o livro Sex, em e-book:

http://www.scribd.com/doc/8296192/Madonna-Sex

Uma fuleiragem só. A antiga Madonna era BEEEM mais legal!

E chega. Postei tarde, tô cansado e amanhã tem rastapé da empresa. Fui.

Sábado, 13 de Dezembro de 2008

● A página virou

Oito preguiçosos de leitura assumidos votaram pela opção Anos 80 para a fita K7, e aí está. Por ora são apenas quinze músicas, mas quem é da geração iPod nem deve lembrar que isso é música pra caramba, para uma fita. OK, eu acrescento mais, quando der.


O Neo é cool, mas não joga frisbee

A imagem que ilustra a fita é do filme Tron, de 1982. É uma espécie de vovô do Matrix, mas com visual e trilha sonora que nem parecem coisa da Disney, tampouco feito em 1982. Vale uma conferida, e até hoje me pergunto por que não uma continuação.


Não, não vou fazer a piadinha do "bife com tutu"

Ainda os 80's: B52's vem aí para promover o novo álbum, Funplex. Vovôs como Tron, continuam mandando muito bem como a melhor banda para festas de todos os tempos. Tô aqui bolando um jeito de vê-los, já que rola Radiohead no mesmo dia, em São Paulo.


Especiais? Essa palavra dá medo


E um grande mistério ronda a palavra "convidados" no ingresso do evento onde toca o Radiohead, o Just A Fest. Imaginem só a raiva que vai ficar o fã caso rolem bandas como Franz Ferdinand, por exemplo. Afinal, os ingressos praticamente acabaram.

Eu e meu amigo Marcão cogitamos nomes como Vanguart, Cachorro Grande, ou até mesmo o Flaming Lips, que já tocaram ali na Chácara do Jockei e são amigos do Tom Yorke. Mas puxamos o coro, afinadíssimos: "Mallu Magalhães, não! Por favor!"


A página virou. Adeus, Bettie


E morreu ontem a maior pin-up de todos os tempos. Bettie Page fez história nos anos 50, ilustrando ensaios que eram um misto de ousadia e doçura. Inspirou e inspira muita gente até hoje, seja por suas poses sensuais ou pela indefectível franjinha. Go, Bettie, go!

Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

● Vudu moderno









Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

● Adoçando o zumbido

Este blog anda meio violento. Tenso. Mas, para não dizerem que não falei sobre coisas belas, aqui vai um de meus vídeos favoritos. Espero que gostem.

Father And Daughter, de Michael Dudok De Wit.



Simplesmente maravilhoso.

Já, já atualizo os quatro videoclipes da semana. Aliás, alguém os assiste?

E hoje é o último dia para votar na enquete da fita K7. Participe.

Domingo, 7 de Dezembro de 2008

● Apenas mais um post dominical

Hoje tive um sonho doido. Mais um, pra variar.


"Click, cleck, bum. Preserve a sua glória" - Mano Brown

Estava eu em pé, num ônibus, quando vejo uma movimentação sinistra do lado de fora. Um cara alto, de bigodes e pinta de Charles Bronson carregava uma criança embaixo do braço, e na outra mão tinha uma espingarda calibre 12, ameaçando tudo e todos.

Sei lá por qual motivo eu gritei para ele largar a criança. O cara largou, mas veio em minha direção. Escalou o ônibus e, pela janela, foi empurrando a espingarda na minha cara até eu ficar completamente encurralado. Engatilhou e bum.

Eu “senti” o tiro e ouvi ele falando que ia fazer o mesmo com quem atravessasse seu caminho. Ouvi, porque na verdade nada aconteceu comigo. Mesmo tomando o tiro, levantei (sonho, né?) e, num esforço sobre humano, tomei-lhe a espingarda e mirei.

Ele correu, entrou no primeiro carro que viu e acelerou. Bum, bum, bum. Mandei três tiros seguidos, pela janela do ônibus. O carro parou. O bigodudo abriu a porta e saiu cambaleando. Berrei pra parar, ele não parou. Bum, mais um, bem na bunda.

O cara gritava e se contorcia na calçada, agora com um belo rombo no traseiro. Me bateu um misto de remorso e desespero, e comecei a pedir para que alguém chamasse a polícia e uma ambulância. Fui ignorado como criminoso, mas aclamado como herói.

Corri até a delegacia mais próxima e descrevi o ocorrido. Os policiais mal deram bola. Estavam ocupados imprimindo histórias em quadrinhos e tomando café. “Desencana, era um seqüestrador mesmo, foda-se”, disse um dos agentes. Fiquei pasmo.

E acordei.

Bum, bum, bum. Eram rojões pipocando lá fora por causa da final do São Paulo x Goiás. Sono fora de hora com umas Itaipavas na cabeça dá nisso. E nem ligo muito para futebol, mas rojões me incomodam, ao ponto de me proporcionarem sonhos como este.


Why so pobre, man? Fita K7?

E você já votou na enquete da fita K7? Faltam dois dias para a votação acabar, e pelo jeito vai dar anos 80 ou uma mixtape violenta. De qualquer forma, prometo um bom setlist para o deleite de vossos ouvidos até mais ou menos o Natal. Votem, plis.



Why so hype?

E depois eu posto a análise que estou fazendo sobre o ranking que elegeu Tyler Durden como a maior personalidade do cinema. Os fãs do Coringa Heather Ledger protestaram, mas vou pôr os dois num embate sob um ponto de vista sem hype. Aguardem!

Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

● Guts - Por Chuck Palahniuk *



Inspire.

Inspire o máximo de ar que conseguir. Essa estória deve durar aproximadamente o tempo que você consegue segurar sua respiração, e um pouco mais. Então escute o mais rápido que puder.

Um amigo meu aos 13 anos ouviu falar sobre “fio-terra”. Isso é quando alguém enfia um consolo na bunda. Estimule a próstata o suficiente, e os rumores dizem que você pode ter orgasmos explosivos sem usar as mãos. Nessa idade, esse amigo é um pequeno maníaco sexual. Ele está sempre buscando uma melhor forma de gozar. Ele sai para comprar uma cenoura e lubrificante. Para conduzir uma pesquisa particular. Ele então imagina como seria a cena no caixa do supermercado, a solitária cenoura e o lubrificante percorrendo pela esteira o caminho até o atendente no caixa. Todos os clientes esperando na fila, observando. Todos vendo a grande noite que ele preparou.

Então, esse amigo compra leite, ovos, açúcar e uma cenoura, todos os ingredientes para um bolo de cenoura. E vaselina.

Como se ele fosse para casa enfiar um bolo de cenoura no rabo.

Em casa, ele corta a ponta da cenoura com um alicate. Ele a lubrifica e desce seu traseiro por ela. Então, nada. Nenhum orgasmo. Nada acontece, exceto pela dor.

Então, esse garoto, a mãe dele grita dizendo que é a hora da janta. Ela diz para descer, naquele momento.

Ele remove a cenoura e coloca a coisa pegajosa e imunda no meio das roupas sujas debaixo da cama.


Depois do jantar, ele procura pela cenoura, e não está mais lá. Todas as suas roupas sujas, enquanto ele jantava, foram recolhidas por sua mãe para lavá-las. Não havia como ela não encontrar a cenoura, cuidadosamente esculpida com uma faca da cozinha, ainda lustrosa de lubrificante e fedorenta.

Esse amigo meu, ele espera por meses na surdina, esperando que seus pais o confrontem. E eles nunca fazem isso. Nunca. Mesmo agora que ele cresceu, aquela cenoura invisível aparece em toda ceia de Natal, em toda festa de aniversário. Em toda caça de ovos de páscoa com seus filhos, os netos de seus pais, aquela cenoura fantasma paira por sobre todos eles. Isso é algo vergonhoso demais para dar um nome.

As pessoas na França possuem uma expressão: “sagacidade de escadas.” Em francês: esprit de l’escalier. Representa aquele momento em que você encontra a resposta, mas é tarde demais. Digamos que você está numa festa e alguém o insulta. Você precisa dizer algo. Então sob pressão, com todos olhando, você diz algo estúpido. Mas no momento em que sai da festa….

Enquanto você desce as escadas, então - mágica. Você pensa na coisa mais perfeita que poderia ter dito. A réplica mais avassaladora.

Esse é o espírito da escada.

O problema é que até mesmo os franceses não possuem uma expressão para as coisas estúpidas que você diz sob pressão. Essas coisas estúpidas e desesperadas que você pensa ou faz.

Alguns atos são baixos demais para receberem um nome. Baixos demais para serem discutidos.

Agora que me recordo, os especialistas em psicologia dos jovens, os conselheiros escolares, dizem que a maioria dos casos de suicídio adolescente eram garotos se estrangulando enquanto se masturbavam. Seus pais o encontravam, uma toalha enrolada em volta do pescoço, a toalha amarrada no suporte de cabides do armário, o garoto morto. Esperma por toda a parte. É claro que os pais limpavam tudo. Colocavam calças no garoto. Faziam parecer… melhor. Ao menos, intencional. Um caso comum de triste suicídio adolescente.

Outro amigo meu, um garoto da escola, seu irmão mais velho na Marinha dizia como os caras do Oriente Médio se masturbavam de forma diferente do que fazemos por aqui. Esse irmão tinha desembarcado num desses países cheios de camelos, na qual o mercado público vendia o que pareciam abridores de carta chiques. Cada uma dessas coisas é apenas um fino cabo de latão ou prata polida, do comprimento aproximado de sua mão, com uma grande ponta numa das extremidades, ou uma esfera de metal ou uma dessas empunhaduras como as de espadas. Esse irmão da Marinha dizia que os árabes ficavam de pau duro e inseriam esse cabo de metal dentro e por toda a extremidade de seus paus. Eles então batiam punheta com o cabo dentro, e isso os faziam gozar melhor. De forma mais intensa.

Esse irmão mais velho viajava pelo mundo, mandando frases em francês. Frases em russo. Dicas de punhetagem.

Depois disso, o irmão mais novo, um dia ele não aparece na escola. Naquela noite, ele liga pedindo para eu pegar seus deveres de casa pelas próximas semanas. Porque ele está no hospital.

Ele tem que compartilhar um quarto com velhos que estiveram operando as entranhas. Ele diz que todos compartilham a mesma televisão. Que a única coisa para dar privacidade é uma cortina. Seus pais não o vem visitar. No telefone, ele diz como os pais dele queriam matar o irmão mais velho da Marinha.

Pelo telefone, o garoto diz que, no dia anterior, ele estava meio chapado. Em casa, no seu quarto, ele deitou-se na cama. Ele estava acendendo uma vela e folheando algumas revistas pornográficas antigas, preparando-se para bater uma. Isso foi depois que ele recebeu as notícias de seu irmão marinheiro. Aquela dica de como os árabes se masturbam. O garoto olha ao redor procurando por algo que possa servir. Uma caneta é grande demais. Um lápis, grande demais e áspero. Mas escorrendo pelo canto da vela havia um fino filete de vela derretida que poderia servir. Com as pontas dos dedos, o garoto descola o filete da vela. Ele o enrola na palma de suas mãos. Longo, e liso, e fino.

Chapado e com tesão, ele enfia lá dentro, mais e mais fundo por dentro do canal urinário de seu pau. Com uma boa parte da cera ainda para fora, ele começa o trabalho.

Até mesmo nesse momento ele reconhece que esses árabes eram caras muito espertos. Eles reinventaram totalmente a punheta. Deitado totalmente na cama, as coisas estão ficando tão boas que o garoto nem observa a filete de cera. Ele está quase gozando quando percebe que a cera não está mais lá.

O fino filete de cera entrou. Bem lá no fundo. Tão fundo que ele nem consegue sentir a cera dentro de seu pau.

Das escadas, sua mãe grita dizendo que é a hora da janta. Ela diz para ele descer naquele momento. O garoto da cenoura e o garoto da cera eram pessoas diferentes, mas viviam basicamente a mesma vida.

Depois do jantar, as entranhas do garoto começam a doer. É cera, então ele imagina que ela vá derreter dentro dele e ele poderá mijar para fora. Agora suas costas doem. Seus rins. Ele não consegue ficar ereto corretamente.

O garoto falando pelo telefone do seu quarto de hospital, no fundo pode-se ouvir campainhas, pessoas gritando. Game shows.

Os raios-X mostram a verdade, algo longo e fino, dobrado dentro de sua bexiga. Esse longo e fino V dentro dele está coletando todos os minerais no seu mijo. Está ficando maior e mais expesso, coletando cristais de cálcio, está batendo lá dentro, rasgando a frágil parede interna de sua bexiga, bloqueando a urina. Seus rins estão cheios. O pouco que sai de seu pau é vermelho de sangue.

O garoto e seus pais, a família inteira, olhando aquela chapa de raio-X com o médico e as enfermeiras ali, um grande V de cera brilhando na chapa para todos verem, ele deve falar a verdade. Sobre o jeito que os árabes se masturbam. Sobre o que o seu irmãos mais velho da Marinha escreveu.

No telefone, nesse momento, ele começa a chorar.

Eles pagam pela operação na bexiga com o dinheiro da poupança para sua faculdade. Um erro estúpido, e agora ele nunca mais será um advogado.

Enfiando coisas dentro de você. Enfiando-se dentro de coisas. Uma vela no seu pau ou seu pescoço num nó, sabíamos que não poderia acabar em problemas.

O que me fez ter problemas, eu chamava de Pesca Submarina. Isso era bater punheta embaixo d’água, sentando no fundo da piscina dos meus pais. Pegando fôlego, eu afundava até o fundo da piscina e tirava meu calção. Eu sentava no fundo por dois, três, quatro minutos.

Só de bater punheta eu tinha conseguido uma enorme capacidade pulmonar. Se eu tivesse a casa só para mim, eu faria isso a tarde toda. Depois que eu gozava, meu esperma ficava boiando em grandes e gordas gotas.

Depois disso eram mais alguns mergulhos, para apanhar todas. Para pegar todas e colocá-las em uma toalha. Por isso chamava de Pesca Submarina. Mesmo com o cloro, havia a minha irmã para se preocupar. Ou, Cristo, minha mãe.

Esse era meu maior medo: minha irmã adolescente e virgem, pensando que estava ficando gorda e dando a luz a um bebê retardado de duas cabeças. As duas parecendo-se comigo. Eu, o pai e o tio. No fim, são as coisas nais quais você não se preocupa que te pegam.

A melhor parte da Pesca Submarina era o duto da bomba do filtro. A melhor parte era ficar pelado e sentar nela.

Como os franceses dizem, Quem não gosta de ter seu cu chupado? Mesmo assim, num minuto você é só um garoto batendo uma, e no outro nunca mais será um advogado.

Num minuto eu estou no fundo da piscina e o céu é um azul claro e ondulado, aparecendo através de dois metros e meio de água sobre minha cabeça. Silêncio total exceto pelas batidas do coração que escuto em meu ouvido. Meu calção amarelo-listrado preso em volta do meu pescoço por segurança, só em caso de algum amigo, um vizinho, alguém que apareça e pergunte porque faltei aos treinos de futebol. O constante chupar da saída de água me envolve enquanto delicio minha bunda magra e branquela naquela sensação.

Num momento eu tenho ar o suficiente e meu pau está na minha mão. Meus pais estão no trabalho e minha irmão no balé. Ninguém estará em casa por horas.

Minhas mãos começam a punhetar, e eu paro. Eu subo para pegar mais ar. Afundo e sento no fundo.

Faço isso de novo, e de novo.

Deve ser por isso que garotas querem sentar na sua cara. A sucção é como dar uma cagada que nunca acaba. Meu pau duro e meu cu sendo chupado, eu não preciso de mais ar. O bater do meu coração nos ouvidos, eu fico no fundo até as brilhantes estrelas de luz começarem a surgir nos meus olhos. Minhas pernas esticadas, a batata das pernas esfregando-se contra o fundo. Meus dedos do pé ficando azul, meus dedos ficando enrugados por estar tanto tempo na água.

E então acontece. As gotas gordas de gozo aparecem. É nesse momento que preciso de mais ar. Mas quando tento sair do fundo, não consigo. Não consigo colocar meus pés abaixo de mim. Minha bunda está presa.

Médicos de plantão de emergência podem confirmar que todo ano cerca de 150 pessoas ficam presas dessa forma, sugadas pelo duto do filtro de piscina. Fique com o cabelo preso, ou o traseiro, e você vai se afogar. Todo o ano, muita gente fica. A maioria na Flórida.

As pessoas simplesmente não falam sobre isso. Nem mesmo os franceses falam sobre tudo. Colocando um joelho no fundo, colocando um pé abaixo de mim, eu empurro contra o fundo. Estou saindo, não mais sentado no fundo da piscina, mas não estou chegando para fora da água também.

Ainda nadando, mexendo meus dois braços, eu devo estar na metade do caminho para a superfície mas não estou indo mais longe que isso. O bater do meu coração no meu ouvido fica mais alto e mais forte.

As brilhantes fagulhas de luz passam pelos meus olhos, e eu olho para trás… mas não faz sentido. Uma corda espessa, algum tipo de cobra, branco-azulada e cheia de veias, saiu do duto da piscina e está segurando minha bunda. Algumas das veias estão sangrando, sangue vermelho que aparenta ser preto debaixo da água, que sai por pequenos cortes na pálida pele da cobra. O sangue começa a sumir na água, e dentro da pele fina e branco-azulada da cobra é possível ver pedaços de alguma refeição semi-digerida.

Só há uma explicação. Algum horrível monstro marinho, uma serpente do mar, algo que nunca viu a luz do dia, estava se escondendo no fundo escuro do duto da piscina, só esperando para me comer.

Então… eu chuto a coisa, chuto a pele enrugada e escorregadia cheia de veias, e parece que mais está saindo do duto. Deve ser do tamanho da minha perna nesse momento, mas ainda segurando firme no meu cu. Com outro chute, estou a centímetros de conseguir respirar. Ainda sentido a cobra presa no meu traseiro, estou bem próximo de escapar.

Dentro da cobra, é possível ver milho e amendoins. E dá pra ver uma brilhante esfera laranja. É um daqueles tipos de vitamina que meu pai me força a tomar, para poder ganhar massa. Para conseguir a bolsa como jogador de futebol. Com ferro e ácidos graxos Ômega 3.

Ver essa pílula foi o que me salvou a vida.

Não é uma cobra. É meu intestino grosso e meu cólon sendo puxados para fora de mim. O que os médicos chamam de prolapso de reto. São minhas entranhas sendo sugadas pelo duto.

Os médicos de plantão de emergência podem confirmar que uma bomba de piscina pode puxar 300 litros de água por minuto. Isso corresponde a 180 quilos de pressão. O grande problema é que somos todos interconectados por dentro. Seu traseiro é apenas o término da sua boca. Se eu deixasse, a bomba continuaria a puxar minhas entranhas até que chegasse na minha língua. Imagine dar uma cagada de 180 quilos e você vai perceber como isso pode acontecer.

O que eu posso dizer é que suas entranhas não sentem tanta dor. Não da forma que sua pele sente dor. As coisas que você digere, os médicos chamam de matéria fecal. No meio disso tudo está o suco gástrico, com pedaços de milho, amendoins e ervilhas.

Essa sopa de sangue, milho, merda, esperma e amendoim flutua ao meu redor. Mesmo com minhas entranhas saindo pelo meu traseiro, eu tentando segurar o que restou, mesmo assim, minha vontade é de colocar meu calção de alguma forma.

Deus proíba que meus pais vejam meu pau.

Com uma mão seguro a saída do meu rabo, com a outra mão puxo o calção amarelo-listrado do meu pescoço. Mesmo assim, é impossível puxar de volta.

Se você quer sentir como seria tocar seus intestinos, compre um camisinha feita com intestino de carneiro. Pegue uma e desenrole. Encha de manteiga de amendoim. Lubrifique e coloque debaixo d’água. Então tente rasgá-la. Tente partir em duas. É firme e ao mesmo tempo macia. É tão escorregadia que não dá para segurar.

Uma camisinha dessas é feita do bom e velho intestino.

Você então vê contra o que eu lutava.

Se eu largo, sai tudo.

Se eu nado para a superfície, sai tudo.

Se eu não nadar, me afogo.

É escolher entre morrer agora, e morrer em um minuto.

O que meus pais vão encontrar depois do trabalho é um feto grande e pelado, todo curvado. Mergulhado na árgua turva da piscina de casa. Preso ao fundo por uma larga corda de veias e entranhas retorcidas. O oposto do garoto que se estrangula enquanto bate uma. Esse é o bebê que trouxeram para casa do hospital há 13 anos. Esse é o garoto que esperavam conseguir uma bolsa de jogador de futebol e eventualmente um mestrado. Que cuidaria deles quando estivessem velhinhos. Seus sonhos e esperanças. Flutuando aqui, pelado e morto. Em volta dele, gotas gordas de esperma.

Ou isso, ou meus pais me encontrariam enrolado numa toalha encharcada de sangue, morto entre a piscina e o telefone da cozinha, os restos destroçados das minhas entranhas para fora do meu calção amarelo-listrado.

Algo sobre o qual nem os franceses falam.

Aquele irmão mais velho na Marinha, ele ensinou uma outra expressão bacana. Uma expressão russa. Do jeito que nós falamos “Preciso disso como preciso de um buraco na cabeça…,” os russos dizem, “Preciso disso como preciso de dentes no meu cu……

Mne eto nado kak zuby v zadnitse.

Essas histórias de como animais presos em armadilhas roem a própria perna fora, bem, qualquer coiote poderá te confirmar que algumas mordidas são melhores que morrer.

Droga… mesmo se você for russo, um dia vai querer esses dentes.

Senão, o que você pode fazer é se curvar todo. Você coloca um cotovelo por baixo do joelho e puxa essa perna para o seu rosto. Você morde e rói seu próprio cu. Se você ficar sem ar você consegue roer qualquer coisa para poder respirar de novo.

Não é algo que seja bom contar a uma garota no primeiro encontro. Não se você espera por um beijinho de despedida. Se eu contasse como é o gosto, vocês não comeriam mais frutos do mar.

É difícil dizer o que enojaria mais meus pais: como entrei nessa situação, ou como me salvei. Depois do hospital, minha mãe dizia, “Você não sabia o que estava fazendo, querido. Você estava em choque.” E ela teve que aprender a cozinhar ovos pochê.

Todas aquelas pessoas enojadas ou sentindo pena de mim….

Precisava disso como precisaria de dentes no cu.

Hoje em dia, as pessoas sempre me dizem que eu sou magrinho demais. As pessoas em jantares ficam quietas ou bravas quando não como o cozido que fizeram. Cozidos podem me matar. Presuntadas. Qualquer coisa que fique mais que algumas horas dentro de mim, sai ainda como comida. Feijões caseiros ou atum, eu levanto e encontro aquilo intacto na privada.

Depois que você passa por uma lavagem estomacal super-radical como essa, você não digere carne tão bem. A maioria das pessoas tem um metro e meio de intestino grosso. Eu tenho sorte de ainda ter meus quinze centímetros. Então nunca consegui minha bolsa de jogador de futebol. Nunca consegui meu mestrado. Meus dois amigos, o da cera e o da cenoura, eles cresceram, ficaram grandes, mas eu nunca pesei mais do que pesava aos 13 anos.

Outro problema foi que meus pais pagaram muita grana naquela piscina. No fim meu pai teve que falar para o cara da limpeza da piscina que era um cachorro. O cachorro da família caiu e se afogou. O corpo sugado pelo duto. Mesmo depois que o cara da limpeza abriu o filtro e removeu um tubo pegajoso, um pedaço molhado de intestino com uma grande vitamina laranja dentro, mesmo assim meu pai dizia, “Aquela porra daquele cachorro era maluco.”

Mesmo do meu quarto no segundo andar, podia ouvir meu pai falar, “Não dava para deixar aquele cachorro sozinho por um segundo….”

E então a menstruação da minha irmã atrasou.

Mesmo depois que trocaram a água da piscina, depois que vendemos a casa e mudamos para outro estado, depois do aborto da minha irmã, mesmo depois de tudo isso meus pais nunca mencionaram mais isso novamente.

Nunca.

Essa é a nossa cenoura invisível.

Você. Agora você pode respirar.

Eu ainda não.

* Chuck Palahniuk é um dos melhores autores da atualidade, responsável por sucessos como Clube da luta, No Sufoco, Cantiga de Ninar e outros. Esse texto foi publicado no livro Assombro.

Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

● Quer moleza? Faz pudim!

Depois do sucesso (barulho de vento e grilos ao fundo) da minha receita de arroz com feijão, chegou a hora de postar aqui o modo como faço pudim. É, aquele mesmo que você já deve ter comido aqui em casa, achando que era uma suuuper receita. Que nada, fazem igual na padaria. Se liga:

Seis ovos
Uma lata de leite condensado
A mesma lata de leite
Batedeira
Quatro colheres de açúcar
Uma panela pequena
Uma colher de pau
Forma para pudim
Forma que caiba a forma de pudim
Papel alumínio

Pô, só isso? Só!


Não esqueça o avental... putz, já era

Bata os ovos, o leite normal e o condensado por uns cinco minutos. Coloque o açúcar na panela e vá mexendo com a colher de pau até virar uma calda, em fogo baixo. Cuidado que fica quente bagarai, e se cozinhar muito o caramelo fica escuro e amargo. Pré-aqueça a forma do pudim no forno (no fogão, óbvio. Sou um cimério, não uso microondas), despeje e espalhe a calda. Depois, coloque a mistura de ovos e leite por cima. Vede com papel alumínio, ponha em banho-maria na forma maior e vá jogar Super Mario World.


Tan tanan tanan tan... tan!

Depois de completar a Yoshi’s Island, a Donut Plains e a Vanilla Dome, digo, 45 minutos depois (isso se você não for tão ruim de Super Mario World), pode desligar o forno e por para esfriar. Não coma o troço quente, seu infeliz! Ponha na geladeira.

Uma boa variação é trocar o leite normal por uma garrafinha de leite de coco. Quer mais frescura ainda? Taca um pacote de coco ralado na hora de bater tudo. Fica quase igual a um quindão!


Sua diabetes agradece. Bon apetit!

Este post é patrocinado pela Nintendo (não, mentira, tô zoando) e pelo http://www.pudim.com.br/. Recuse imitações!

Então, ó: tem videoclipes novos do lado direito, a enquete rolando e Massive Attack na fita K7. Sugestões? Elogios? Reclamações? Pudim?

Domingo, 30 de Novembro de 2008

● Prometemos não chorar (sendo canalha, é fácil)

Mulher:

Você já tomou um fora daqueles de te fazer comer cinco barras de chocolate? Acha um absurdo mulher ser chamada de cachorra ou potranca pelos funkeiros? Não entende como é possível viver sem aquele traste que te magoa tanto? Então nem leia sobre este homem.

OK, mulher é curiosa, e já que insiste...

Antes de mais nada, clique no player abaixo e tente acompanhar a letra sem ficar com vontade de arrancar o saco deste sujeito com uma faca cega.



Lá lálálá lálá... (durante toda a música)

(Mulher chorando também durante toda a música )

Não, nós prometemos não chorar
Talvez seja esta a última vez em que tomamos café juntos
E talvez seja a última vez em que nos vemos
Portanto, procure me entender, por favor
Como derradeira lembrança sua
Eu quero um sorriso
Eu quero um sorriso seu como última lembrança
Por favor, não chore, não chore

Lembra a tarde em que nos conhecemos?
Foi lindo conhecer você
E mais bonito ainda o que aconteceu entre nós
Mas já passou
Já passou
Agora é preciso que nos separemos
E devemos seguir sem nenhum rancor
O nosso amor estava se transformando somente em rotina
E o amor... O amor é uma outra coisa
O amor tem que ser alimentado todos os dias com pequenas coisas
Com pequenas coisas que nós já não temos
O seu café está esfriando

(Barulho de xícara)

Nenhum de nós é culpado
Nenhum de nós
Cuidado, o garçom está vindo aí
E os outros estão olhando
Por favor, por favor, não chore mais, não chore

- Eu te amo, te quero, te amo

Não, você se acostumou a mim
O amor é uma outra coisa
Agora eu vou indo
Eu vou embora
É o melhor para nós
Eu quero que você tenha sorte, muita sorte
E que seja muito feliz
Adeus
Adeus

- Eu te amo, te amo, te amo...

Tchau
Tchau
Tchau

Lá lálálá lálá...


Agora, uma foto do autor desta obra-prima da canalhice universal:


”Alô mulheres, segurem-se nas cadeiras. Alô marmanjos, não façam besteiras!”

Barros de Alencar era apresentador de TV, radialista e “cantor”. Digo “cantor” porque seu estilo se baseava em musiquinhas como esta, onde ele declamava todo o seu sentimento em forma de pequenas histórias. Esta na ativa até hoje, como locutor, na rádio Tupi.

Segundo dizem, o cara era um galã. E mesmo antes de lembrar da fisionomia do figura, ao ouvir Prometemos Não Chorar eu imaginava um tampinha semi-calvo, de costeletas, camisa aberta até o peito, corrente no pescoço, calça boca de sino, fivela gigante em cima da barriga e sapatos 752, da Vulcabrás. Não deu outra: a foto batia certinho com o puto descrito.

Me pergunto como homens assim conseguem conquistar a mulherada.

E o pior é que o cara ainda era feio bagarai. Hoje em dia, então, pode realmente ser chamado de "barros”:


Barros de além-caralho, romântico como nenhum outro

O pior é que tem mulher que gosta. Como é que pode?

Palmas para Barros de Alencar, o galã tampinha feioso mais canalha por quem uma mulher possa ter suspirado e tomado um pé na bunda nas útimas três décadas.

Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

● Meio dia paulista

Acordei cedinho, graças ao papagaio do vizinho que insiste em gritar aaah, aaah, aaah assim que o Sol nasce. Penso muito nele, no tipo de dono que só ensina o bicho a dizer aaah, em uma espingarda de chumbinho ou em uma ligação anônima para o Ibama.

O mais legal é acordar depois de um jejum de doze horas, doido para tomar uma mísera xícara de café e de mandar o exame de sangue periódico à merda. Mais legal ainda é descobrir que o exame não era às dez da manhã, mas a partir das dez, a qualquer hora.

Daí tirei dois galões de sangue (ok, são só dois tubinhos, mas fica olhando quando o sangue faz ‘pluft’ no tubo e entenderá o drama) e percebi que era cedo demais para começar a trabalhar e tarde demais para almoçar em casa. Fui bater perna na feira.

Uma das coisas mais mágicas de uma tradicional feira de rua em São Paulo é a combinação de pastel com caldo de cana, prova que a evolução foi muito além da tolerância à lactose e que ser paulista é muito, muito bom, às vezes.


O vento é grátis


Para nenhuma das barracas concorrentes ficar com ciúme, pedi um pastel especial, em cada. O meio litro de garapa veio de uma terceira barraca. Enfim, o especial tem de ter um ovo cozido, muita carne moída, queijo, azeitona com caroço e ser de japonês, ou...

De barriga cheia, me dei conta que nunca fui à praça que fica em frente ao meu trabalho. Considerando que foi construída em cima de um aterro sanitário, é um verdadeiro oásis com intenções ecológicas. Se não conhece, vá:
Praça Victor Civita.

Caminhei devagar percebendo cada cantinho, planta, forma, cheiro... bem, ali não tem mais cheiro de lixo, mas a madeira reciclada das plataformas suspensas e da arquibancada é meio fedidinha. Curti o incinerador, puta clima de calabouço.

Me acomodei numa cadeira de papelão e só dei conta que havia dormido mais de trinta minutos quando ouvi um barulho grave e surdo ecoando em minha cabeça. Teria meu Tinnitus mudado de estilo? Que nada, era o grupo Cafeína no palco.


Café sem bobagem, samba do bom


O Cafeína é inspirado em Plínio Marcos e apresenta obras de poetas e sambistas de São Paulo. Mandam Adoniran Barbosa, Zeca da Casa Verde, Geraldo Filme, Toniquinho Batuqueiro, além de músicas próprias. Sambinha delicioso, curti de verdade.

Chamaram ao palco um rapaz que foi descoberto ao acaso em 1988, nas ruas do centro, tocando com seus irmãos: Charles da Flauta. Prodígio no chorinho, fez as notas passearem lindamente na praça. Comprei seu CD e me dei conta que tinha de trabalhar.


Charles e seus brothers poderiam estar roubando, matando, mas...

A outra metade do dia nem importa, pois carioca sabe bem o que o paulista tem de ruim: essa mania besta de trabalhar, trabalhar, trabalhar, não parar para comer um pastel de feira, tirar um cochilo numa praça, ouvir um sambinha gratuito e... ei!

Não seja tão paulista assim: clique
AQUI
e ouça belos chorinhos com Charles da Flauta. E hoje é sexta-feira, dia de vagabundagem pós-trampo. Não sabe o que fazer e nem para onde ir em Sampa? Clique AQUI, desligue o PC e divirta-se.

Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

● Rabiscos, rabiscos

Não tenho nada muito interessante para escrever, hoje. Aproveitem, preguiçosos, e curtam as novidades visuais e auditivas. Quatro novos videoclipes, a debulhante trilha sonora do Pulp Fiction e duas “mudernidades bloguísticas”: a enquete, onde você ajuda a escolher o tema da fita K7, e o RSS. Votem, assinem, divirtam-se.

Eu estava aqui fuçando meu HD e achei umas figuras da época em que eu era até marromenos no traçado. Bons tempos. Hoje mal assino meu nome sem errar.



Autocaricatura – Lápis comum



Personagem inédito criado para um site – Caneta Papermate e lápis de cor



Ian Black, do Enloucrescendo – Photoshop e mouse (podre)


Ilustração para os cuzões do ICQ – Photoshop e mouse


Legião Urbana – Caneta hidrográfica e Papermate


Ilustração para a banda Motim – Lápis HB


Onyon, outra criação inédita – Lápis comum



Personagens Sex, Rock & Drugs – Lápis comum


Toninho, um colega de trabalho – Paintbrush (Windows 3.11)

Quando eu ficar rico e impotente volto a desenhar.

Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

● Glamour, rosas (murchas) e um peido

Glamour...

O glamour do título não tem nada a ver comigo, já que cheguei de busão, atrasado e debaixo de chuva, no Via Funchal. Refiro-me aos cinquentões do Duran Duran que fizeram um show excelente na noite do último sábado.


A voz continua a mesma, e o que é melhor, sem make-up

Com a formação original e trinta anos de carreira nas costas, o Duran Duran é o tipo de banda que mostra a competência que nenhuma boy band jamais teve, seja em estúdio ou no palco. Aliás, comparação lamentável essa de boy band.

Deixando o look “new romantic” um pouquinho de lado (afinal, certas vestimentas caem bem até uma certa idade e até um certa década) Simon Le Bon, Nick Rhodes, John e Roger Taylor proporcionaram momentos de extrema euforia, mas também deram uma amornada no público em alguns hits mais calmos.


Calma, não é o Massacration. É a foto oficial da turnê

Contando com o apoio de um excelente saxofonista e uma backing vocal competente, a banda estava afiadíssima e o som muitas vezes dava a impressão de vir de um CD, de tão perfeito. E o setlist (valeu, Finas!) agradou os novos e os velhos fãs:

The Valley, Planet Earth, Hungry Like the Wolf, Night Runner, Notorious, I Don't Want Your Love, Save a Prayer, Red Carpet Massacre, A View To A Kill, Falling Down, The Reflex, The Chauffeur, Come Undone, Ordinary World, Is There Something I Should Know, Serious, White Lines, Sunrise e Wild Boys.


John, Simon e Nick: carisma para inglês ver e aprender

Teve o clássico momento de apresentação dos integrantes, cada um mandado belos solos. “Play that fucking bass, John”. E John Taylor esmerilhou, puta baixista. No bis, Simon desfilou enrolado numa bandeira do Brasil, onde rolou Girls On Film e Rio.

A banda retribuiu o carinho da galera e se despediu sem pressa, deixando um gostinho de quero mais. Afinal, faltou A Matter Of Feeling e Eletric Barbarella. Mas hitmaker de qualidade é assim mesmo, não tem como tocar tudo em apenas duas horas de show. Até a próxima, Duran Duran!

Este post é dedicado a Julio Caldas, o maior fã de Duran Duran de Taboão da Serra

…rosas (murchas)…

E não é que o "novo" álbum do Guns ‘N Roses chegou na fase de exército? Depois de dezessete (!!!) anos de enrolação e investimento suficiente para erradicar a guerra no Timor Leste, Chinese Democracy foi oficialmente lançado ontem e pode ser ouvido de graça, no MySpace.


A foto é velha, e daí? A do pôster na sua parede é mais ainda...

O Axl Rose já foi bem melhor que isso, na boa. Se eu pudesse dar um conselho aos fãs do Guns ‘N Roses (afinal, fã não aceita conselho) mandaria-os ouvir Velvet Revolver. “Mas não tem o Axl”, responderiam. E precisa?

…e um peido.

Indo no esquema do Kibeloco, “notícias que vão mudar o mundo”:

Marcelo Camelo e Mallu Magalhães assumem namoro.


Tchubiruba! Pobre Mallu, nem deve saber a diferença entre camelo e dromedário

Ooohhh, vai ser o burburinho da semana, porque a cantora só tem 16 anos, porque o cara é um tiozinho barbudo feio bagarai, ou porque os dois têm algum tipo de gosto bizarro. Aposto na terceira opção, mas isso é problema só deles. Convenhamos, a todo momento tem um pilantra que “passa o rodo” em menininhas de 14 anos ou menos e ainda sai empinando sua moto por aí, e ninguém fala nada.

Eu costumo dizer, casos como este são um peido no oceano. No caso do Camelo e da Mallu, dois peidos: bluóp, bluóp.

Sábado, 22 de Novembro de 2008

● 5 gibis

Numa época em eu tomava tubaína, brincava de carrinho de rolimã e assistia TV Colorado, haviam os gibis. Gibi era o nome que se dava às atuais revistas em quadrinhos, ou revistinhas, ou HQ’s, para os mais moderninhos.

Os gibis a seguir marcaram minha vida e também serviram de incentivo para um vício que dura até hoje: os quadrinhos. É uma pena que eu só vá escrever sobre cinco, mas isto é mais que suficiente para os que nem vão ler e / ou comentar.

O Cão e a Raposa – Disney



Ok, era para pivetes, mas foi meu primeiro gibi, comprado com o dinheiro do lanche. Trata-se de um conto que hoje em dia seria taxado de tolo ou aboiolado demais, mesmo pelas crianças que não assistem Naruto.



Mas os corriqueiros elementos Disney já estavam todos ali: personagens carismáticos, ternura, humor e drama, tudo bem calculado para resultar num desfecho feliz e com uma bela mensagem sobre valores e amizade. Você que é malvado demais para entender isso, releve.

Mafalda - Quino



Uma amiga de escola presenteou-me com alguns gibis da Mafalda por perceber que eu lia Mickey e Mônica demais, e que tinha uma mente que precisava ir além. Muito providencial, pois esta obra abriu meus olhos para coisas mais maduras.



Mafalda é uma espécie de Turma da Mônica politizada, então era normal abrir uma página e ver a protagonista falando sobre Pinochet, Beatles, Cavaleiro Solitário, União Soviética, mas também de coisas de criança e de como odiava sopa.

Asilo Arkham – DC Comics



Nem sempre um bom amigo te lava para o melhor caminho, e um deles me mostrou Massive Attack, Reverend Horton Heat, Beck e este sombrio gibi. A partir deste momento minha vida ficou séria demais (para os padrões atuais do mundo).



Asilo Arkham é pesado, tenso, perturbador. Batman quase nunca passa de um espectro disforme nas cenas, já que o destaque é um Coringa demoníaco liderando uma rebelião de vilões no manicômio mais assustador do mundo.

Lobo Está Morto – DC Comics



O aviso na capa já chamava a atenção, e como eu só tinha 17 anos, comprei. Nada como subverter, e isso o Lobo faz com maestria. O cara morre, é expulso do céu, do inferno, dá um cacete no diabo, nos anjos, ressuscita, morre e mata. E muito.



Lobo é o tipo de personagem que é tão ruim, tão zoado e escroto, que é legal. A violência exagerada e o humor de gosto muito duvidoso não são muito diferentes de um Comichão & Coçadinha, só que Lobo cai bem com cerveja e heavy metal.

Thanos em Busca de Poder - Marvel



Thanos é uma adaptação quadrinística do mitológico deus da morte e um dos maiores vilões já criados. Sua motivação é a destruição e seu amor, a Morte. Numa empreitada titânica, Thanos faz de tudo para mostrar seu valor para tal entidade.



Em busca das seis jóias que detêm o poder sobre todo o espaço, tempo, realidade, mente, alma e poder, Thanos quer a supremacia total. Mas faz sentido se tornar Deus e obter controle absoluto sobre a existência, a vida, e sua amada, a Morte?

E chega de ouvir a fitinha com os maiores hits do Duran Duran. Vou conferir os caras ao vivo, hoje, e segunda-feira eu volto contando como foi o show dos abaitolados mais bacanas do mundo.

Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

● Desabafo de um stormtrooper

Olá. Meu nome é Zé e pedi para meu amigo Edilson postar aqui a minha história.

Sou um stormtrooper e vim de uma humilde família que vive em um dos planetas que o império de Darth Vader invadiu e dominou. A crise logo veio e também o desemprego. Abaixo: eu, numa lan house, procurando trabalho.



Os dias eram difíceis e eu nem mesmo conseguia comprar roupas. Era obrigado e me vestir com doações e coisas fora de moda, uma verdadeira humilhação.



Uma oportunidade surgiu com uma vaga de babá de ewoks. O problema é que eu não entendia nada o que eles falavam e o salário era muito desinteressante: frutas e instrumentos musicais feitos com conchas e pedras. Caí fora rapidinho.



Meu coração apertava quando eu chegava em casa e encontrava o Churrasco, meu gatinho de estimação, miando de fome.



Num momento de reflexão encontrei a resposta para meus problemas.



Sim, eu fui atrás Dele: o Pai, o Infalível, Filho do Construtor do Universo e campeão de sinuca: Inri Cristo.



Inri me mostrou o caminho e a verdade. Deu-me também uma caixa de antidepressivos e um jornal amarelinho onde encontrei o que eu precisava: um emprego. Fui à luta.



Depois de passar por baixo da catraca (eu estava sem dinheiro) tomei um trem e me dirigi para o bairro de Cabrón Con Cojones, uma região chicana e barra pesada da cidade, mas que sediava o meu novo local de trabalho.



Logo na saída do metrô eu tomei uma dura dos policiais. Será que me entregaram por passar por baixo da catraca, por encoxar uma gostosa de mini-saia no vagão ou por roubar a carteira de um office boy que dormia? Sorte que eles não encontraram o saquinho de maconha escondido em minha cueca, e logo me dispensaram.



Enfim, cheguei ao meu novo local de trabalho: era uma boate mexicana chamada Tacos, Chili & Chanas. Serviam comida chicana, bebida chicana e também prostitutas chicanas, muitas com bigodes maiores que os meus nesta foto onde estou exercendo minha nova função: leão de chácara.



O trabalho era bom, mas na hora da refeição eu me recusava a comer o que serviam ali por causa de minha gastrite: era tudo pimenta pura. Preferia ir a um sushi-bar e gastar boa parte de meu salário lá. Nunca comi tanto temaki em minha vida.



O pagamento saía ao final de cada dia, e era bem generoso. Numa só semana juntei o suficiente para, no domingo, cair na gandaia e nos clubes da cidade.



Fui até no show Iron Maiden! Eles faziam uma turnê pelo meu planeta, naquela época. O ingresso foi uma facada, mas eu paguei rindo (e nem precisei usar minha carteirinha de estudante falsificada).



Muito rock, cachaça e drogas depois, fui pra casa descansar e aguardar por mais um dia de trabalho. E qual foi minha surpresa ao chegar no Tacos, Chili & Chanas e dar de cara com a mais nova contratada da casa: Pamela Raio Laser. Ela era linda, sexy, provocante. Fiquei de queixo caído. Decidi que naquela noite, ao fim do expediente, eu iria gastar meu pagamento de uma outra forma.



Dias depois fui despedido por excessos e abusos na boate pois, enciumado, não permitia que os clientes pagassem para transar com Pamela. Mas o destino é tão injusto e cruel que veio também o resultado do exame urológico: gonorréia, sífilis e cancro. Pamela, onde quer que você esteja: eu te odeio!



Agora só me resta recorrer ao auxílio-doença e amargar um futuro duvidoso. Como estou triste. Vejo que o jeito é voltar para a casa da mamãe.



E esta é minha história. Além de não estar podendo nem sentar direito, estou sem Internet em casa e mal tenho grana para usar uma lan house. Aprendi duramente com a vida e hoje sou uma pessoa bem mais humilde. Com isso, peço que, se puderem me ajudar com um trocadinho, um Real que seja, um prato de comida, remédios ou até mesmo um emprego, ficarei eternamente grato.



Um abraço do amigo Zé, o stormtropper.

Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

● Se arrastando

Hoje é dia de post novo. Mas, definitivamente, estou com uma preguiça lascada de escrever.


Meio Hertz

Como até meia-noite ainda é Terça, se a preguiça for embora eu volto e edito. Senão, conformem-se com isto mesmo. Afinal, vocês vivem reclamando de meus longos posts...

EDIT às 18:30: Ok, nada de novo no front, exceto a atualização da fitinha K7 no topo do blog e novos videoclipes na barra lateral direita. Essa semana tem show do Duran Duran e um providencial The Best Of tá rolando aí em cima.

Divirtam-se!

Domingo, 16 de Novembro de 2008

● Latas, gatinhos e karatê

Acabei de criar o jogo da (falta de) memória. Funciona assim: você escolhe um dos rótulos da coleção Brahma 120 Anos, memoriza, embaralhas as latas e bebe até errar todas.


Cuméquie? Nuintendi! Mais uma vez...

E vão refilmar o primeiro episódio de Karatê Kid. O filho do ator Will Smith, Jaden Smith, será o protagonista nesta nova versão. Jerry Weintraub, o criador da saga original, e o próprio Will Smith, serão os produtores.


Um maluco e um maluquinho no pedaço

Will e Jaden, de 10 anos e fã de artes marciais, já haviam trabalhado juntos no filme À Procura Da Felicidade. O filme começará a ser filmado em 2009, em Pequim. Alguns elementos da história original serão mantidos. Mas será que Jaden superará o carisma de Ralph Macchio como Daniel-San? Como será o novo Sr. Miyagi? Mandar uma criança de 10 anos encerar carros e pintar cercas não caracterizaria exploração infantil? Que grande hit musical será usado para substituir o grudento tema de Peter Cetera, Glory Of Love? Vamos ver o que isso vai dar...


O Pat Morita sabia o que era bom, na vida

E lembre-se: toda vez que você envia um e-mail com alguma corrente em PowerPoint, Deus mata um gatinho.



Por favor, pense nos pobres gatinhos.

Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

● O patinho feio tem talento, e muito

Enquanto todo mundo curtia Guns 'N Roses eu ouvia Faith No More. Nirvana era sucesso, mas eu preferia Beck. Madonna fez e aconteceu, mas Cyndi Lauper me emocionou muito mais. Foi num distante domingo à noite, no Fantástico, que eu vi a primeira mulher que me fez sentir borboletas no estômago. Num videoclipe bem moderno para a época ela cantava She Bop, e eu tinha apenas 6 anos.



25 anos se passaram e aquela garota que a mídia considerava o patinho feio da música resolveu dar o ar da graça em minha vida, desta vez ao vivo, no Via Funchal. Particularmente, eu nunca achei a Cyndi feia, muito pelo contrário: o estilo new wave, os cortes de cabelo doidivanas, a atitude e o jeitinho de menina que pratica Wicca sempre me cativaram. Ok, podem excluir a Wicca (nada contra).
Cyndi subiu ao palco encarando todo mundo, fazendo pose, conferindo a galera. Com um cabelão loiro e comprido, look oitentista, mas atual, e a total falta de necessidade de playback e dançarinos no palco: ela tem carisma talento de sobra e pôs todo mundo para pular e cantar junto. Em mais ou menos uma hora e meia de show eu pude relembrar belas canções e sentir as borboletas pirando em minha barriga, outra vez.



Pontos fortes do show: a baixinha agitando o público, tocando violão (inclusive slide), retribuindo o carinho do povão, conferindo os presentes na hora (teve até bandeira do Brasil) e, claro, cantando muito, mas muito mesmo. Mostrou que também transpira, borrou a maquiagem, criou uma baita mancha molhada nas costas, mas seguiu firme e forte, com muita atitude.

Pontos medianos: a banda de apoio até que foi bem, mas faltou mais volume nos sintetizadores e guitarra. O baixista e a backing vocal com pose de dark dos anos 80 fizeram sua parte. A bateria estava um pouco alta demais e as novas músicas, todas de estilo dançante, às vezes soavam estranhas e não empolgavam tanto. E, como é sabido, a falta de rebolado que quase toda tia da idade da Cyndi tem, mas isso nunca foi o forte dela, então...

Pontos fracos: a Cyndi tentando insistentemente ler algumas frases em português a partir de um livrinho de tradução, entre uma música e outra. O assobio fraquinho em She Bop (a galera vaiou, sacanagem!) e os famosos “turistas japoneses”, aquela turma que não abaixa a câmera e o celular em momento algum, uma coisa que não tinha em meus bons tempos de show e que nunca vou me acostumar. E faltou bis!



Momentos mágicos: She Bop, Girls Just Want To Have Fun, I Drove All Night, Goonies ‘R Good Enough, Money Changes Everything, Time After Time, All Trough The Night, Change Of Heart… estava tudo ali, e a galera foi ao delírio. Na hora de True Colors, que fechou a noite, liguei para minha irmã e segurei o celular bem alto para que ela pudesse sentir, mesmo à distância, um pouquinho da emoção que é ouvir a Cyndi ao vivo. Ela curtiu!


E semana que vem tem Duran Duran, bora?

Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

● É nóis na fita, mano!

Vocês viram que a fitinha K7 aí em cima ganhou vida? Dêm uma clicada no Play para conferir. Peguei uma música de cada artista que se apresentou no festival Planeta Terra e montei um setlist. Ficou bacanudo! Agora é só dar um jeito de incorporar a fita no template do blog. Brigadão Jô, vou fuçar aqui!


Tchu tchu tchuru, tchu tchuru, tchu tchuru, tchu tchuru tchu tchu!

Ainda esta semana darei uma atualizada com os hits da Cyndi Lauper e, na outra, do Duran Duran. Parece que vou conseguir ingressos para os dois shows, desejem-me sorte!

E tem vídeos novos aí do lado, confiram!

E quantas tortillas tem num pacote de Doritos?


Hummm, diliça!!!

E num pacote de CEM KILOS de Doritos, quantas tortillas tem? Façam suas apostas e, quem sabe, faturem-no:
http://www.doritos.com.br/


Digam “cheeeeese”!

E um dia o Pavarotti me falou que existia um molho que deixava o Doritos mais animal ainda. Ele não tava errado, o troço é bom. Se chama Dippas, tem de tomate e de queijo. Mas é cruel de achar para comprar, e o de queijo então, nem se fala. Quem souber onde vende me avisa, por favor!

E a trilha sonora de hoje nem precisa falar, né? Dê um play na fita!



Ela bop, você bop, eu bop

UPDATE às 14:30 de hoje: Ingressos para os show da Cyndi Lauper e do Duran Duran na mão! U-hu!!!

Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

● Velhas piadas, novos dramas - Parte II

Como roubar o doce de uma criança:



E o festival Planeta Terra foi bom bagarai. Quem não foi, perdeu.

É, o post hoje tá curto. Andam reclamando do tamanho de meus textos. Para mim isso tem um nome: PREGUIÇA.

Mas hoje eu também estou com preguiça de escrever, então ficamos assim.

Sábado, 8 de Novembro de 2008

● Velhas piadas, novos dramas

Conhece a piada do pintinho que não tinha cu?
Ele foi peidar e explodiu!

Mas isso é passado.




Hoje a história da pobre ave seria bem diferente, mas duvidosamente menos trágica. Ele seria motivo de fofocas e comentários maldosos, em seu bairro. Tombaria febril num ninho qualquer até que uma boa alma se comovesse e buscasse uma solução, uma ajuda certa: um programa de TV com apelo popular.


O pintinho que não tinha cu seria anunciado pelo apresentador de forma dramática, lenta e com uma constante música comovente. Flashs de sua vida seriam mostrados num telão ao fundo, desde o rompimento da casca do ovo até o dia em que foi humilhantemente pintado de rosa e trocado por garrafas e ferros velhos.

A curta vida sofrida, tristemente temperada pela ausência de seus pais e de um orifício que lhe proporcionasse alívio. A platéia do programa refletiria por alguns segundos, em seus pequenos cérebros galináceos, como aquilo deveria ser doloroso, constrangedor e claro, letal. Alguns soltariam cocoricos e pios de sarro, mas algo positivo deveria ser feito, e logo.

Ao adentrar em um ninho sobre rodas e ficar muito bem centralizado no palco para que as câmeras captassem perfeitamente o melhor ângulo de seu traseiro inchado (proporcionando muito mais pontos no IBOPE), o pintinho que não tinha cu, já fraco e quase imóvel, soltaria um único apelo em forma de pio, tremido, fraquinho, e a platéia diria: oooooh! A música aumentaria de volume.

Buscando a comoção de todos ali presentes, ou que assistiam em seus confortáveis galinheiros, o apresentador disponibilizaria três linhas 0800 para que todos pudessem colaborar, de alguma forma, para com o pequeno sofredor. Disque 0800-SEM-CU1, 2 ou 3 para doar um saco de milho, um kilo de quirera ou uma arroba de fubá.

Mas é claro que a arrecadação não seria direcionada diretamente ao o pintinho que não tinha cu, já que ele não podia mais comer. Seria para custear um transplante de cloaca ou algo parecido, e os demais itens que seriam anunciados e apresentados, um a um, sob o patrocínio de alguma marca famosa. Mas tudo isso depois de dez quadros distintos de drama e, claro, logo após os comerciais.


Eis que surgiria o dono de uma famosa marca de fábrica de poleiros, tábuas e cerquinhas para galinheiros e anunciaria: eu pagarei todas as despesas desta cirurgia. E não é só: o pintinho que não tinha cu ganharia uma casa novinha em folha, toda mobiliada com lindas portinholas e comedouros de aço galvanizado, mais uma viagem de volta à sua terra natal.

A música ficaria ainda mais alta, a granja toda faria oooooh outra vez, pois o ápice do programa chegara: os pais do pintinho que não tinha cu seriam localizados e trazidos ao palco. Um galo garnizé com enormes olheiras devido ao fato de sempre acordar cedo demais, e uma galinha d’angola que contaria sua triste história de como quase virou caldo Knorr.

Palmas, choros, comoção. Uma foto registraria o quadro tão feliz: a família reunida, o apresentador e os patrocinadores fazendo V com as penas das asas, caixas e mais caixas de móveis novinhos, três passagens pagas para algum lugar ao norte e, finalmente, a esperança de um feliz desfecho para o pobre pintinho que não tinha cu. Mas só na próxima semana!


Por fim, como é sabido, os galináceos, diferentemente de nós, humanos, evacuam e acasalam por um só lugar, a cloaca e, após uma demorada cirurgia, seria-lhe implantado um aparelho que realizaria as funções excretoras. Uma mistura de máquina de hemodiálise com sonda intestinal, uma maravilha da tecnologia moderna, um trambolho de 15 kilos na traseira do pintinho. Ali, incrustada, brilhante, barulhenta, soltando fumaça (pois era movida a diesel), com luzes piscando e um sinal bip-bip-bip para a hora de estacionar de ré.

E assim seguiria a história do pintinho que não tinha cu, agora podendo defecar e peidar sem o risco de uma explosão, mas com terríveis dores nas costas devido ao peso do maquinário que lhe traria uma vida quase normal. Tudo isso, e muito mais, serviria de pauta para novos quadros no tal programa de TV com apelo popular, pois os vizinhos recomeçariam os comentários maldosos, as fofocas...

E segunda-feira eu volto contando como foi o festival Planeta Terra.

Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

● Jesus está voltando!


Quando? Onde? Cadê?

Calma, amiguinhos! Estou me referindo à lendária banda escocesa Jesus & Mary Chain que toca neste sábado, no festival Planeta Terra.

Revezando-se em três palcos, tocam no mesmo dia: Brothers Of Brazil, Vanguart, Mallu Magalhães, Offspring, Bloc Party, Kaiser Chiefs, Curumin, Animal Collective, Foals, Spoon, Breeders e, claro, Jesus & Mary Chain, além dos DJ’s Mau Mau, Mylo, Sebastien Léger, Justin Robertson e Felix Da Housecat.


E pensar que um dia eu já deixei meus cabelos assim...

Se você não comprou ingressso, dançou. Agora só com cambista, e chore duas vezes: no início das vendas o preço era de apenas R$ 50,00 (para estudantes, como eu – ahahahahah, ‘estudante’). Estarei lá e vai valer cada centavo investido, só tô mesmo bolado de ter Bloc Party e Breeders praticamente no mesmo horário, mas em palcos diferentes. Óbvio que prefiro Breeders, mas na hora eu vejo como a coisa vai rolar.

Duran Duran, R.E.M. e Cyndi Lauper que me desculpem, mas nos vemos em outro universo. Aqui é país de terceiro mundo e minha grana só me permite ver Jesus e sua turma.

Mais informações sobre o festival Planeta Terra no: http://planetaterra.terra.com.br/festival/2008


Interrompemos nossa programação para uma notícia extra, mas ordinária

Quase ninguém se deu conta que o 15 Kilohertz tem uma novidade. Daí, você fala: “grande bosta, você fica mudando o layout dessa porcaria toda hora”. Ok, senhor preguiçoso de leitura, porém amante dos bons sons e vídeos, dê uma olhada no lado direito da página: toda semana eu acrescentarei alguns videoclipes bacanas e, mantendo o conceito preto e branco do layout, seguirão a mesma regra. Obviamente tentarei postar coisas de bom gosto e que valham a clicada. Sugestões serão bem sempre bem vindas, participe!

A única coisa ruim é que no módulo de vídeos veio embutido o logotipo do YouTube, colorido, fazendo minha cinzenta obra internética ficar em desarranjo. Quem souber como remover isso do HTML ganha um Biscoito Scooby!


“Lula? Uma porção a dorè, por favor”

E a trilha sonora de hoje foi o Hino dos Estados Unidos, obviamente tocado pelo Jimi Hendrix, em homenagem à vitória do Barack Obama. Agora os E.U.A. vão chutar o pau do Barack!

Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

● Deus é fiel

Taí uma frase que me deixa encanfinfado toda vez que eu a leio em tudo quanto é lugar:



Mas Deus é fiel a O QUÊ? Se Deus é tudo, Ele simplesmente É! Oras...

Definitivamente, eu nunca fui uma criança normal. Achava que haviam galáxias presas no meio das bolas de gude (olhe uma contra a luz e vai entender). Depois acabei vendo que outro pirado usou essa “teoria” na cena final do filme Homens De Preto. Maldito Jung e seu inconsciente coletivo, não ganhei nenhum tostão por isso...


Deus*

E do nada eu associava o sistema solar à estrutura de um átomo. Uma bolinha no meio (o Sol), outras bolinhas girando ao redor (os planetas), muitos desses conjuntos formando uma molécula, digo, uma galáxia. Daí já vinha a lógica de que tanto as moléculas como as galáxias formavam uma estrutura maior. No caso das moléculas, formavam pedras, água, o ar, os bichos, as plantas e a gente. Olhando pelo meu ponto de vista “cósmico”, tudo que existe e vemos é um Deus separado, dentro de um todo, o Universo.


Universos?

Mas olhando pelo ponto de vista de uma criança pirada, eu já botava fé que a Terra era uma partícula do átomo Sistema Solar, que formava a molécula Via Láctea, que se juntava com mais uma pá de coisa que a gente não consegue entender e, por fim, acaba formando alguma outra coisa, no caso, Deus. Este mesmo, o que é fiel, dos adesivos dos carros. Digo, Este que simplesmente é. E se todo o resto é infinito, deve ter uma pá de pedra, água, ar, bicho, planta e gente sendo formado por essa miseriazinha que somos na vastidão: porra nenhuma. Mas, não se deprima por isso. Por outro lado, você é o Deus de suas moléculas. Orgulhe-se! Vai que em um de seus átomos habitam serezinhos que andam para lá e para cá com adesivos e camisetas onde se lê: Deus é fiel.


”Meu filho, cale a boca e vá dormir!”

Ok!

Trilha sonora de hoje: Sugarcubes – Deus.

*Deus é amor. O amor é cego. Stevie Wonder é cego. Logo, Stevie Wonder é Deus!

Domingo, 2 de Novembro de 2008

● Eu sempre quis postar isso

Trilha sonora de hoje: Weezer - Pork And Beans


Ele não vai se catar sozinho: limpe-o

Uma xícara de feijão
50 gramas de bacon
1 linguiça seca defumada cortada em rodelas
1/2 cebola picada
3 dentes de alho picados
2 folhas de louro
6 xícaras de água
1 colher de chá de óleo
Sal, cebolinha, coentro ou salsinha a gosto

Ponha o feijão, as 6 xícaras de água e as folhas de louro numa panela de pressão.
Cozinhe por 45 minutos em fogo alto.

Junte a cebola, o alho, o óleo e o bacon e frite até ficar tudo bem sequinho, sem queimar.
Mexa constantemente para não grudar no fundo da panela ou frigideira.

Acrescente o tempero frito, a linguiça, o cheiro verde picado e o sal ao feijão, retire as folhas de louro, complete com mais duas xícaras de água e cozinhe por mais 45 minutos.


Parboilizado é uma boa para begginers

2 xícaras de arroz
1/2 cebola picada
3 dentes de alho picados
4 xícaras de água
1 colher de sopa de óleo
Sal a gosto

Frite a cebola, o alho e o óleo numa panela grande até ficar sequinho, mas sem tostar.
Acresente o arroz já lavado e escorrido e refogue por alguns minutos.
Ponha a água fervendo, o sal e tampe apenas metade da panela.
Leve a fogo baixo até a água evaporar completamente.

A mistura fica para um outro post. Vai se virando com ovo e salsicha.

E lembre-se: você já é bem grandinho para viver só de Miojo.

Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

● Into the wild (digital life)


Hum, que arzinho fresco "nas partes"...

Eu estava me preparando para escrever uma crônica sobre um cara que resolve, de repente, botar fogo na casa, abandonar o emprego, fazer xixi e cocô na frente da Eletropaulo e da Sabesp (como forma de 'pagamento' para suas últimas contas), pegar a estrada com uma mochilinha nas costas, mudar sua vida radicalmente e acabar morrendo de uma forma bem besta em uma cidade qualquer da Guiana Francesa. Mas aí lembrei que tem o filme Na Natureza Selvagem, que uso conexão discada e que vocês poderiam assistir, me poupando do trabalhão de digitar sobre libertação e se poupando da minha lamentável forma de escrever. Fora que é um filmão, tem trilha sonora do Eddie Vedder, um roteiro bem mais tocante, e tal... Assistam!

Eu tinha mais algumas coisas "interessantes" para escrever, mas esqueci tudo. Já vão se acostumando com isso. Não só com meus esquecimentos, mas com as coisas "interessantes" que pintarão por aqui.


"Continua, que tá interessante..."

Ok. Vejamos... Três leitores se deram o trabalho de comentar sobre o post anterior, e nada melhor (ou pior) que eu retribua tal gesto. Aos demais que leram e nada comentaram: podem escrever sobre o que acharam, o troço aqui não morde, só escreve.

O Aiacos me comparou ao Jason, aquele mesmo, dos filmes. Pior, ao Jason X. Rapaz, mais insistente em maldades que aquele cabra só o Paulo Maluf. Rouba, mas faz. Jason mata, mas não morre. Edilson escreve, mas não pára (e acha que escreve algo que preste). Que mundinho besta, esse!

TB se manifestou de maneira tão "poética" em relação aos anos 80 que só posso comentar uma coisa: veja a Playboy do mês que vem. Tem a Cláudia Ohana, aquela mesma que fez muita gente ter pesadelos por causa de seu chumação, na década de neon. Algo me diz que irá agradar os saudositas, mas fará lembrar que as tendências mudam, a cultura muda, e os pêlos pubianos, também.


Pêlos: se não tê-los, como sabê-los?

O Bruno, grande amigo e doutor, pediu um trecho da entrevista feita com Pablo, aquele mesmo, o que dublava as músicas no programa do Sílvio Santos. Sorte a nossa que depois ele foi substituído pela Ellen Rocche!

Chewbacca Talk Show* entrevista: Pablo!


"Totó é a #%*@#!!!"

Chewbacca: Rrrrrrrruuuuaaallghhh, rrrrnnnnnnhhhr, aaaarrrrrgggglll!

Pablo (dublando Jessé): Se um veleiro repousasse... Na palma da minha mão... Sopraria com sentimento... E deixaria seguir sempre... Rumo ao meu coração!

Chewbacca: Bllllaaaarrrgggllrrr.... hhhuuuaaaarrrggghhlllaaaaahhh! Rrrrnnn?

Pablo (dublando a propaganda da D.D.Drin): A pulguinha dançando iê-iê-iê... O pernilongo mordendo meu nenê... E o dia inteiro a traça passa a roerrrrr...

Chewbacca: Aaaaaarrrrrrnnnnlllllrrulll! Brrrrraaaaarrrgh! Rrrrrooooaaarrgh!

Pablo (dublando Sylvinho): Ai, meu ursinho blau blau de brinquedo... Vou contar pra você um segredo... Só você mesmo pra me aturar!

(Neste momento a entrevista foi interrompida devido a um surto de ira do apresentador, que aparentemente se identificou com a letra da música de uma forma negativa, e partiu para cima do entrevistado com um sabre de luz).

Para ver e lembrar do Pablo, clique aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=6D7aspcpRuY


No underground, OI quer dizer outra coisa...

E a trilha sonora de hoje foi a rádio OI FM. Quem gosta de novidade, recomendo. Para quem está acostumado a ouvir as melecas de sempre que tocam nas "grandes" rádios, não recomendo. Enfim, sintonize 94.1 Mhz ou digite:
http://www.oifm.com.br/

Um arroto, pois aqui hoje só rolou Brahma. Inté!

* Chewbacca Talk Show foi um projeto que morreu no berço devido a falta de condições anatômicas para sua execução: faltou uma úvula para isso. Não sabe o que é úvula? Google it! Não entendeu nada? Clique em HERTZ e pergunte!

Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

● Um flyback na cabeça


"Piiiiiiiiiiiiiii..."

15 Kilohertz são 15000 ciclos por segundo. É a frequência que trabalha o flyback, a famigerada peça da TV que muito técnico em eletrônica diz que queimou para lhe cobrar o preço absurdo do conserto. Azar o seu se você cair: flyback não queima facilmente. E nem é tão caro.

15 Kilohertz é uma frequência considerada muito alta para vários ouvidos. Mas há quem escute. É um apitinho bem chato. Basta lembrar dele quando você ligava sua televisão preto e branco nos anos 80. Se você não lembra e não ouviu, sorte sua. Irrita.


Apito no ouvido dos outros é refresco

Tinnitus é o nome de um distúrbio que é um desafio para muitos otorrinolaringogistas e neurologistas do mundo. Não tem tratamento evidente, causa certa ou cura. Consiste em um apito, chiado ou zumbido ininterrupto no ouvido, ou "na cabeça". Muita gente morre ouvindo.

Várias pessoas dizem ter se livrado do Tinnitus. Mas esse mal que atinge cerca de 15% da população mundial ainda não tem um desfecho certo. Ele surge do nada, e pode acabar do nada. O meu me acompanha desde Maio deste ano. Fez até eu encerrar o curso de eletrônica por não conseguir me concentrar nas aulas.

Já conformado com este verdadeiro flyback ligado em minha cabeça, resolvi prestar-lhe uma "homenagem" dando o título a este blog. Afinal, amigos são para serem lembrados e reverenciados. Tinnitus é meu mais novo "amigo". 15000 ciclos por segundo é a velocidade da minha vida.

Mas a intenção aqui não é falar apenas sobre algo que vai me acompanhar durante minha vida de um modo tão inconveniente. Até pensei em usar o som como "background" desta humilde página para você, leitor, se sentir "em casa". Mas, isso é problema meu, azar meu, e tenho mais o que fazer.

Seja bem vindo ao meu novo blog, o 15 Kilohertz. Há muita coisa a ser dita, escrita, sentida e compartilhada aqui. Música, cultura inútil em geral, filosofia de boteco, crônicas vãs e outras presepadas que devem e merecem ser ditas. Sai mais barato que terapia.



Quem nunca ouviu que atire a primeira polaina

E aqui a trilha sonora de hoje foi a parada da Billboard de 1983, em homenagem ao ano que minha doce amiga Giselle nasceu. Grande época, excelentes hits, ótimas lembranças. Vale a pena pegar a vassoura e sair dançando, como nos bailinhos de garagem. Aqui vai a parada, certo, mano?

Top 100 da Billboard de 1983

1 - Police - Every Breath You Take
2 - Michael Jackson - Billie Jean
3 - Irene Cara - Flashdance
4 - Men At Work - Down Under
5 - Michael Jackson - Beat It
6 - Bonnie Tyler - Total Eclipse Of The Heart
7 - Hall And Oates - Maneater
8 - Patti Austin & James Ingram - Baby Come To Me
9 - Michael Sembello - Maniac
10 - Eurythmics - Sweet Dreams
11 - Culture Club - Do You Really Want To Hurt Me
12 - Crystal Gayle & Eddie Rabbitt - You And I
13 - Dexy's Midnight Runners - Come On Eileen
14 - Bob Seger - Shame On The Moon
15 - Donna Summer - She Works Hard For The Money
16 - Sergio Mendes - Never Gonna Give You Up
17 - Duran Duran - Hungry Like The Wolf
18 - David Bowie - Let's Dance
19 - Golden Earring - Twilight Zone
20 - Frida - I Know There's Something Going
21 - Greg Kihn Band - Jeopardy
22 - Eddy Grant - Electric Avenue
23 - Thomas Dolby - She Blinded Me With Science
24 - Toto - Africa
25 - Prince - Little Red Corvette
26 - Pretenders - Back On The Chain Gang
27 - Joe Cocker And Jennifer Warnes - Up Where We Belong
28 - Styx - Mr Roboto
29 - Lionel Richie - You Are
30 - After The Fire - Der Kommissar
31 - Taco - Puttin' On The Ritz
32 - Marvin Gaye - Sexual Healing
33 - Human League - Fascination
34 - Culture Club - Time
35 - Men Without Hats - Safety Dance
36 - Toni Basil - Mickey
37 - Phil Collins - You Can't Hurry Love
38 - Journey - Separate Ways
39 - Hall & Oates - One On One
40 - Kenny Rogers & Sheena Easton - We've Got Tonight
41 - Prince - 1999
42 - Stray Cats - Stray Cat Strut
43 - Billy Joel - Allentown
44 - Stevie Nicks - Stand Back
45 - Billy Joel - Tell Her About It
46 - Naked Eyes - Always Something There To Remind Me
47 - Lionel Richie - Truly
48 - Don Henley - Dirty Laundry
49 - Michael Jackson & Paul Mccartney - The Girl Is Mine
50 - Kajagoogoo - Too Shy
51 - Adam Ant - Goody Two Shoes
52 - Clash - Rock The Casbah
53 - Madness - Our House
54 - Men At Work - Overkill
55 - Duran Duran - Is There Something I Should Kn
56 - Laura Branigan - Gloria
57 - Rick Springfield - Affair Of The Heart
58 - Tubes - She's A Beauty
59 - Laura Branigan - Solitaire
60 - Styx - Don't Let It End
61 - Laura Branigan - How Am I Supposed To Live With
62 - David Bowie - China Girl
63 - Kinks - Come Dancing
64 - Naked Eyes - Promises, Promises
65 - Little River Band - The Other Guy
66 - Air Supply - Making Love Out Of Nothing At
67 - Hall & Oates - Family Man
68 - Michael Jackson - Wanna Be Startin' Something
69 - Toto - I Won't Hold You Back
70 - Christopher Cross - All Right
71 - Bryan Adams - Straight From The Heart
72 - Kenny Loggins - Heart To Heart
73 - Lionel Richie - My Love
74 - Elton John - I'm Still Standing
75 - Loverboy - Hot Girls In Love
76 - Men At Work - It's A Miracle
77 - Culture Club - I'll Tumble 4 Ya
78 - Debarge - All This Love
79 - Sammy Hagar - Your Love Is Driving Me Crazy
80 - Dionne Warwick - Heartbreaker
81 - Journey - Faithfully
82 - Joe Jackson - Steppin' Out
83 - Quarterflash - Take Me To Heart
84 - Stray Cats - Sexy + 17
85 - Champaign - Try Again
86 - Shalamar - Dead Give Away
87 - Jackson Browne - Lawyer's In Love
88 - Moving Pictures - What About Me
89 - Michael Jackson - Human Nature
90 - Def Leppard - Photograph
91 - Musical Youth - Pass The Dutchie
92 - Spandau Ballet - True
93 - Frank Stallone - Far From Over
94 - Eric Clapton - I've Got A Rock N' Roll Heart
95 - Stephen Bishop - It Might Be You
96 - Peabo Bryson & Roberta Flack - Tonight, I Celebrate My
97 - Tom Petty - You Got Lucky
98 - Asia - Don't Cry
99 - Joe Jackson - Breaking Us In Two
100 - Earth, Wind & Fire - Fall In Love With Me


Amém!

E o primeiro post foi regado a Quilmes, Eisenbahn e Dos Equis. Crianças, não bebam essas porcarias em casa. Vão ler um livro. Recomendo: Como Me Tornei Estúpido, de Martin Page. Margarete, obrigado pela indicação. Achei um novo sentido para minha vida: o errado.


E logo mais tem mais, e isso não é uma promessa. É uma ameaça.