Se quiser ver colorido, tá aqui.
domingo, 22 de novembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
● Quando animal de estimação ainda não era pet
E tem gente que fala que eu não tive infância. Tive sim, só que era bem lado B. Tão lado B que hoje eu acordei com uma música na cabeça que duvido que alguns aqui lembrem dos Abelhudos:

P de pato
G de gato
A de animal de estimação
Cachorro e outros que a mamãe sempre diz não
Porque estão aqui e ali, entre o cocô e o xixi
A de animal de estimação
M de muito mais feliz
Se, se, se, se, seria genial
Ver o mundo com os olhos do animal
E livre, bem livre
Brincar com o vento
Haveria um pouco mais de paz
Se esse M de mundo fosse
A de amigo, amigo
Como as crianças e os animais
Ê, ô, ê, ô...
P de pato
G de gato
A de animal de estimação
Cachorro e outros que a mamãe sempre diz não
Porque estão aqui e ali, entre o cocô e o xixi
A de animal de estimação
M de muito mais feliz
Se, se, se, se, seria genial
Ver o mundo com os olhos do animal
E livre, bem livre
Brincar com o vento
Haveria um pouco mais de paz
Se esse M de mundo fosse
A de amigo, amigo
Como as crianças e os animais
Ê, ô, ê, ô...
E você ainda vai na Trash 80's pra dançar Ilariê...
Boa Sexta-Feira 13 a todos!
P de pato
G de gato
A de animal de estimação
Cachorro e outros que a mamãe sempre diz não
Porque estão aqui e ali, entre o cocô e o xixi
A de animal de estimação
M de muito mais feliz
Se, se, se, se, seria genial
Ver o mundo com os olhos do animal
E livre, bem livre
Brincar com o vento
Haveria um pouco mais de paz
Se esse M de mundo fosse
A de amigo, amigo
Como as crianças e os animais
Ê, ô, ê, ô...
P de pato
G de gato
A de animal de estimação
Cachorro e outros que a mamãe sempre diz não
Porque estão aqui e ali, entre o cocô e o xixi
A de animal de estimação
M de muito mais feliz
Se, se, se, se, seria genial
Ver o mundo com os olhos do animal
E livre, bem livre
Brincar com o vento
Haveria um pouco mais de paz
Se esse M de mundo fosse
A de amigo, amigo
Como as crianças e os animais
Ê, ô, ê, ô...
E você ainda vai na Trash 80's pra dançar Ilariê...
Boa Sexta-Feira 13 a todos!
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
● Tomada (republicação)
Em "homenagem" ao apagão de ontem, estou republicando um texto meu que vem bem a calhar com o assunto...

Depois de observar por um bom tempo a tomada na parede, ele levantou da cama e decidiu descobrir de onde vinha a energia elétrica que chegava até ela.
Estava meio puto da vida devido o choque que tomou na noite anterior e por não ter em quem descontar a raiva na hora da terrível sensação. Vestiu uma roupa qualquer e saiu.
Parou alguns instantes a observar a caixa de força na garagem. Acompanhou, com os olhos, a extensão dos fios que se prolongavam até a ligação do poste.
Do poste, seguiu andando e observando todo o percurso das ligações. Não tendo certeza de qual lado seguir, foi para o fim da rua, onde a ligação terminava num transformador.
Lembrou que transformadores nada mais são que um acoplamento de onde viria uma fonte de energia maior, e continuou acompanhando com os olhos a continuidade dos fios.
Andou, andou e andou. Sempre olhando para cima, sem perder a concentração nas emendas e emaranhados que se seguiam. Por instinto, apenas acompanhava: é por ali.
E assim seguiu por horas. O dia acabou e ele estava cansado e com dores no pescoço de tanto caminhar naquela posição que despertava a curiosidade alheia. Sentou e acabou cochilando.
No meio da madrugada abafada percebeu que era difícil visualizar os fios no escuro e que a busca pararia naquele ponto. Continuaria de manhã, obstinado. E dormiu ali mesmo.
Acordou com os primeiros raios de sol queimando sua face, mas já fitando o exato ponto onde sua busca havia sido interrompida. Era a fiação do poste de um bairro já bastante longe de sua casa.
E com a mesma obstinação do dia anterior, acompanhou com os olhos o prolongamento dos fios nos postes, ainda certo que eram os mesmos que terminavam na tomada da sua casa.
Aquilo tinha que acabar em algo, numa origem. Queria muito ver quem era o responsável por levar energia para aquela tomada. Aquela que falhou bem na hora que mais precisava.
Não sentia mais fome ou dor, apenas uma vontade enlouquecedora de encontrar a outra ponta do fio, desse no que desse. E no percurso encontrou uma espécie de fortaleza elétrica.
Era a primeira estação de distribuição de energia que interrompia sua caminhada. Pulou o muro para não perder o fio da meada, mas foi repreendido pelos funcionários dali.
Uma vez do lado de fora, observou frustrado que tinha perdido o foco no emaranhado de fios e ligações naqueles transformadores gigantes e bem protegidos. Mas havia uma dica.
Os fios que ele vinha seguindo até o momento eram diferentes e mais finos que os instalados do outro lado da estação de distribuição, então deveria ser dali que vinha uma fonte maior.
Seguiu acompanhando com os olhos. Agora os fios eram bem mais fáceis de seguir, pois eram mais robustos e sustentados por enormes torres de ferro separadas entre si.
Na verdade, ele seguiu por dias em sua busca. Caminhava dia e noite por baixo dos linhões de alta tensão, ora cruzando entediantes terrenos vazios, ora transpondo altos muros.
Invadia fazendas, pulava cercas, escalava morros, se escondia e fugia de pessoas e animais ferozes em seu encalço. Não queria invadir por mal, apenas acompanhar os fios. Sempre.
Claro, a caminhada era cansativa. Comia e bebia o que encontrava pelo caminho, fosse numa lata de lixo ou numa árvore carregada de frutas. Dormia onde desse, o importante era seguir.
Talvez não tivesse notado que sua caminhada já durava meses e que seus cabelos e dentes enfraqueciam devido ao efeito do campo elétrico das linhas de alta tensão. Caminhar assim era muito nocivo.
A certeza de que seu objetivo seria alcançado era o que o motivava a seguir, pois já estava debilitado demais. Tinha de haver uma recompensa, já que a vida não lhe trouxera muitas.
Depois de passar pelas mais diversas paisagens, deu de cara com um rio enorme. Era lindo, imponente e cheio de vida ao redor, mas não distraia seu olhar da busca do fim dos fios.
Eis que as ligações culminavam numa outra fortaleza elétrica, muito maior que todas que transpôs em sua andança. Era imponente, barulhenta, quase caótica. Havia chegado numa barragem.
A barragem de uma usina que não sabia o nome, e nem quis saber. Seu coração e respiração aceleraram de emoção pela certeza de ter encontrado o que lhe motivou.
Ali estava a origem da energia que chegava até a tomada da sua casa. Aquela que não foi efetiva na hora em que ele introduziu uma tesoura para dar cabo de sua vida.
Escalou um enorme muro que envolvia a usina e correu, ignorando todas as dores do corpo e os gritos de "pare" dos funcionários que ali estavam. Convicto, seguiu para onde estavam as turbinas.
Cambaleou diante a vibração ensurdecedora das máquinas que giravam monstruosamente com a força das águas que caiam da barragem. Deve ter sido a cena mais fantástica de sua entediante vida.
E saltou. Segundos depois, ele não parecia mais a figura franzina, banguela e calva que corria de tudo e todos na instalação. Virou apenas uma mancha de carne, ossos, tecidos e sangue girando com todo o maquinário.
Isso fez com que a usina fosse parada para uma busca por evidências. Mas nada foi encontrado nos bolsos do que sobrou da calça, sequer um vestígio de documentos.
E da hora do salto até a limpeza das turbinas e religamento da usina, sua cidade e outras ao redor ficaram sem energia elétrica. Isso no exato momento em que outra pessoa enfiava dois pregos na tomada para tentar se suicidar.

Depois de observar por um bom tempo a tomada na parede, ele levantou da cama e decidiu descobrir de onde vinha a energia elétrica que chegava até ela.
Estava meio puto da vida devido o choque que tomou na noite anterior e por não ter em quem descontar a raiva na hora da terrível sensação. Vestiu uma roupa qualquer e saiu.
Parou alguns instantes a observar a caixa de força na garagem. Acompanhou, com os olhos, a extensão dos fios que se prolongavam até a ligação do poste.
Do poste, seguiu andando e observando todo o percurso das ligações. Não tendo certeza de qual lado seguir, foi para o fim da rua, onde a ligação terminava num transformador.
Lembrou que transformadores nada mais são que um acoplamento de onde viria uma fonte de energia maior, e continuou acompanhando com os olhos a continuidade dos fios.
Andou, andou e andou. Sempre olhando para cima, sem perder a concentração nas emendas e emaranhados que se seguiam. Por instinto, apenas acompanhava: é por ali.
E assim seguiu por horas. O dia acabou e ele estava cansado e com dores no pescoço de tanto caminhar naquela posição que despertava a curiosidade alheia. Sentou e acabou cochilando.
No meio da madrugada abafada percebeu que era difícil visualizar os fios no escuro e que a busca pararia naquele ponto. Continuaria de manhã, obstinado. E dormiu ali mesmo.
Acordou com os primeiros raios de sol queimando sua face, mas já fitando o exato ponto onde sua busca havia sido interrompida. Era a fiação do poste de um bairro já bastante longe de sua casa.
E com a mesma obstinação do dia anterior, acompanhou com os olhos o prolongamento dos fios nos postes, ainda certo que eram os mesmos que terminavam na tomada da sua casa.
Aquilo tinha que acabar em algo, numa origem. Queria muito ver quem era o responsável por levar energia para aquela tomada. Aquela que falhou bem na hora que mais precisava.
Não sentia mais fome ou dor, apenas uma vontade enlouquecedora de encontrar a outra ponta do fio, desse no que desse. E no percurso encontrou uma espécie de fortaleza elétrica.
Era a primeira estação de distribuição de energia que interrompia sua caminhada. Pulou o muro para não perder o fio da meada, mas foi repreendido pelos funcionários dali.
Uma vez do lado de fora, observou frustrado que tinha perdido o foco no emaranhado de fios e ligações naqueles transformadores gigantes e bem protegidos. Mas havia uma dica.
Os fios que ele vinha seguindo até o momento eram diferentes e mais finos que os instalados do outro lado da estação de distribuição, então deveria ser dali que vinha uma fonte maior.
Seguiu acompanhando com os olhos. Agora os fios eram bem mais fáceis de seguir, pois eram mais robustos e sustentados por enormes torres de ferro separadas entre si.
Na verdade, ele seguiu por dias em sua busca. Caminhava dia e noite por baixo dos linhões de alta tensão, ora cruzando entediantes terrenos vazios, ora transpondo altos muros.
Invadia fazendas, pulava cercas, escalava morros, se escondia e fugia de pessoas e animais ferozes em seu encalço. Não queria invadir por mal, apenas acompanhar os fios. Sempre.
Claro, a caminhada era cansativa. Comia e bebia o que encontrava pelo caminho, fosse numa lata de lixo ou numa árvore carregada de frutas. Dormia onde desse, o importante era seguir.
Talvez não tivesse notado que sua caminhada já durava meses e que seus cabelos e dentes enfraqueciam devido ao efeito do campo elétrico das linhas de alta tensão. Caminhar assim era muito nocivo.
A certeza de que seu objetivo seria alcançado era o que o motivava a seguir, pois já estava debilitado demais. Tinha de haver uma recompensa, já que a vida não lhe trouxera muitas.
Depois de passar pelas mais diversas paisagens, deu de cara com um rio enorme. Era lindo, imponente e cheio de vida ao redor, mas não distraia seu olhar da busca do fim dos fios.
Eis que as ligações culminavam numa outra fortaleza elétrica, muito maior que todas que transpôs em sua andança. Era imponente, barulhenta, quase caótica. Havia chegado numa barragem.
A barragem de uma usina que não sabia o nome, e nem quis saber. Seu coração e respiração aceleraram de emoção pela certeza de ter encontrado o que lhe motivou.
Ali estava a origem da energia que chegava até a tomada da sua casa. Aquela que não foi efetiva na hora em que ele introduziu uma tesoura para dar cabo de sua vida.
Escalou um enorme muro que envolvia a usina e correu, ignorando todas as dores do corpo e os gritos de "pare" dos funcionários que ali estavam. Convicto, seguiu para onde estavam as turbinas.
Cambaleou diante a vibração ensurdecedora das máquinas que giravam monstruosamente com a força das águas que caiam da barragem. Deve ter sido a cena mais fantástica de sua entediante vida.
E saltou. Segundos depois, ele não parecia mais a figura franzina, banguela e calva que corria de tudo e todos na instalação. Virou apenas uma mancha de carne, ossos, tecidos e sangue girando com todo o maquinário.
Isso fez com que a usina fosse parada para uma busca por evidências. Mas nada foi encontrado nos bolsos do que sobrou da calça, sequer um vestígio de documentos.
E da hora do salto até a limpeza das turbinas e religamento da usina, sua cidade e outras ao redor ficaram sem energia elétrica. Isso no exato momento em que outra pessoa enfiava dois pregos na tomada para tentar se suicidar.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
● Tuitando*
Caminhando contra o vento
Na lomba de um jumento
Chupando uma bala Mentos
Eu vou...
*Não, eu não estou e nem estarei no Twitter.
Na lomba de um jumento
Chupando uma bala Mentos
Eu vou...
*Não, eu não estou e nem estarei no Twitter.
domingo, 1 de novembro de 2009
● Papo adolescente

- Então, véi! Cê ia me contar um barato...
- Barato louco, louco, truta. Cê não vai botar uma fé!
- Catou a minazinha lá da esquina?
- Antes fosse, não viaja. Se liga nas idéias: eu tava andando com meu floatboard nas quebradas, daí resolvi dar uma subida na superfície pra pegar um half numa cratera. Daí trombei um maluco todo vestido de branco. Ele falou que era da Terra.
- Ah, tá me tirando! E como ele era?
- Igual a gente, ué. Por isso que já fui logo tirando ele de doidão. Como ele não tirava o capacete e nem os baratos das costas, tipo uma mochila, achei que ele tava com alguma treta pra respirar. Daí ele me pediu ajuda, tipo, levar para as autoridades, papo sinistro.
- Xi, o cara era doidão mesmo. Tava perdido e queria ir em cana, huahuahua! Se pá tava respirando algum barato no capacete e chapou.
- Então, como eu lembrei que o Supremo ordenou que a gente nunca subisse na superfície ou contasse que a gente vive indo na Terra para qualquer um fora de Marte, dei uma de joão-sem-tentáculo.
- Você levou ele pra algum lugar?
- Não, ele que me levou para um baratinho que parecia um daqueles protocarros bicheiras de 5897, manja? Entrou lá e saiu com umas fotos com, tipo, um carrinho de controle remoto com espelhinhos, e perguntou se alguém aqui tinha achado o barato.
- Putz, aquele bagulho que divulgaram na rede mental, tô ligado. Sumiram com ele, né?
- Não, filho do Supremo usa como brinquedo, mas nem dei a idéia.
- Podes crer, se contrariar as regras do Supremo, tá na roça. Ainda mais estando na superfície.
- Falando em roça, deu até vontade de contar que a gente que faz aqueles círculos nas plantações da Terra usando os floatboards. É zoado andar com eles por aqui, só tem pedra e não pode usar as crateras. Na Terra é da hora, mó macio os matos lá, eheheh.
- Putz, não contou não, né? Ia queimar o filme legal, tipo a mesma coisa que falar que o Elvis voltou pra cá.
- Nem, nem. Mas o cara era muito chato, queria porque queria ver uma autoridade. Falei "firmeza", e trouxe ele até a entrada do canyon. Chamei os hômi por telepatia e os caras vieram chinelados. Daí rolou a maior treta, tentaram tirar a roupa do cara, deram umas bicas nele e amarraram. Só vi falando que iam levar pro hospício, onde tava cheio de neguinho igual ele, achando que era terráqueo. E saíram vazados.
- Mano, que fita! E se o cara era da Terra, mesmo?
- Sei lá! Peguei a prancha e desci rasgando o canyon. Cheguei na goma, minha mãe perguntou onde eu tava, mandou eu tomar banho e jantar. Aí tô aqui, trocando telepatia contigo.
- Mano, a fita foi doida mesmo. Se pá o cara já era, né?
- É.
- Peraeê, vou acender um birinaite, aqui.
- Podes crer!
-...
- Ow, e a mina lá da esquina, cê vai catar ou não?
- Té parece, ela só curte maluco de planocarro e cheio dos minérios. Mínima chance...
- Ela tem uma bunda da hora, né?
- Ô.
- MOLEQUE! INTERROMPE ESSA TELEPATIA QUE AQUI EM CASA NINGUÉM AINDA CAGA MINÉRIO!
- Sujou mano, a véia! Amanhã a gente se tromba, troca mais um léro e dá umas bandas por aê.
- Firmeza. Rolê de floatboard lá no canaviais do Pernambuco?
- Demorô!
- Abraço!
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
● Um ano e quatro meses
Para ler ouvindo: Lou Reed - Walk On The Wild Side

Hoje é uma dia importante.
Se não for para você, lasque-se. Para mim, é.
Este blog fez um ano, e se você sequer sabe o porquê de ele se chamar 15KiloHertZ, vá até o primeiro post. Ou morra com a mesma maldição que eu tenho (brincadeira, Deus te livre!).
Quem aqui escreve é Edilson Marques, paulistano, suburbano, sobrevivente, vencedor. Mesmo nas pequenas lutas, não me lembro de uma que não venci.
Hoje deu vontade de comprar mais cigarros e cerveja depois das 2:00 da manhã. Por aqui nada funciona neste horário, mesmo que seja uma boca de fumo. Ok, bocas de fumo funcionam, mas eu quero é que se foda quem fuma maconha ou cheira cocaína nestas circunstâncias. Este raramente não vai ser "enquadrado" pela polícia e ser forçado a assinar algo, na delegacia, se resolver fazer o mesmo percurso que fiz. Eu só queria cerveja e cigarro.
E fui até a esquina da minha rua. Incrivelmente, um lugar que quase nunca vou. Tinha uma espelunca aberta. Saudei todos ali e logo fui reconhecido como o Zé Zoio, "filho do Seu Julio, fundador do bairro" e "um desenhista e grafiteiro como nenhum outro". Eu nem grafito ou desenho mais! Tinha gente que eu não via há uns dez, quinze, vinte anos, ali. Lembraram dos meus pixos: Atroplelos, Caniboys, Ladrosmanos. Tempos que não voltam mais. E que nunca voltem, amém. Mas ali, do que me interessava, só tinha o álcool. Precisava também de nicotina.
Resolvi caminhar até o Jardim Mitsutani, onde existe o único posto de gasolina visível pela minha janela e que deveria ter o que eu precisava. Ledo engano. Me indicaram o Jardim Macedônia, talvez o único lugar com algo aberto e legalizado, a estas horas, na "quebrada".
E fiz o percurso. Sei lá quantos kilômetros. A sensação de andar "limpo", na madrugada, de bermuda e boné e não ser "enquadrado" por alguma das três viaturas que passaram já valeram o rolê (pela parte da sobrevivência). Mas o caminho era familiar: quantas vezes andei por aquela estrada, na minha infância, fosse para ajudar minha mãe na feira, fosse para acompanhar minha irmã mais velha nas visitas às suas amigas de escola ou passar vergonha no carrossel de um parquinho que insistia em se acomodar num terreno pantanoso das redondezas. Depois vi as luzes. Era realmente um posto de gasolina, aberto.
Fiz a compra.
A melancólica volta para casa, sob a garoa, com um maço de Marlboro Light e três latonas de Brahma me fizeram pensar em tudo que vivi, naquele pedaço. Tempos de escola, amores platônicos, amigos, surras de meus pais, pessoas, formas, cores, sabores e cheiros. E de como a vida não vale nada quando passam mais duas viaturas, devagarinho, provavelmente dirigidas por alguns loucos para "desovar" algum transeunte num percurso tão bucólico. Mas minha postura não engana ninguém, jamais me pararam por eu ser o que sou, mesmo de boné socado até as pestanas. E jamais me parariam. Nunca desperto suspeitas.
E aqui estou, fumando meus cânceres, bebendo minhas químicas. Pior seria que isso terminasse numas quatro ou cinco carreiras de pó, ou num baseado solitário e melancólico. Agora estou bem. Quero falar de outra coisa.

Para ler ouvindo: Ludwig Van Beethoven - Moonlight Sonata
Há exatamente quatro meses eu saía de meu quarto na clínica psiquiátrica para pegar algo na enfermagem. Eu estava esmulambento. No percurso havia uma novidade. Uma novidade que não percebi em quase um mês de internação. Uma moça, linda. Parada, ali. Não resisti. Perguntei seu nome. E veio a resposta com um sorriso. Um sorriso inigualável. De nada mais que eu poderia fazer em meu estado, a convidei para uma volta nos arredores. E me apaixonei.
A conversa foi doce, sincera, às vezes intensa e assustadora, mas numa clínica psiquiátrica nada assusta. Assustou apenas o fato de ela faltar com suas forças e consciência, de repente, mas a conduzi até seu quarto. Cobri-a com o mesmo carinho que minha mãe me cobria, na infância, e dei-lhe um beijo na testa.
O beijo de amor veio no segundo dia. Beijo proibido, pois ali não se podia beijar. Mas beijamos como se fosse num boulevart da França. Sabíamos o que queríamos, e fosse a lei que fosse, a regra que fosse quebrada, o amor nascia ali, digo mais, um dia antes. Queríamos mais, e assim foi, dia após dia, regra após regra, quebramos todas até que, num momento de extrema astúcia e inconsequência, podemos nos tocar e nos sentir como qualquer ser humano que ama e sente deve fazer. Ao limite.
E compartilhamos dores, alegrias, silêncio, o sol, a noite, o nada. O importante era estarmos juntos. Tudo era perfeito nos seus erros e acertos. E brigamos. Brigamos feio. Mas, depois, teve a primeira vez que aprendi a perdoar alguém, por mais grave que fosse o erro. E assim perdoei outras pessoas, mais vezes. E no dia da minha auta ela estava lá, com um cartão lindo, onde lia-se a delicadeza da paixão e do amor, mas o mais importante é que ali dizia eu era seu porto seguro.
E fomos para casa. E fizemos amor até o dia raiar.
De lá para cá de tudo aconteceu. Paixão, ódio, crise, silêncio, amor e dor. Mas posso contar nos dedos quantos foram os dias que deixamos de nos ver. Os dias que deixamos de sentir um sabor diferente, um que tivemos um visão repetida ou uma situação que fizesse eco. E concordamos que, por mais que tivessem se passado tão poucos meses, tínhamos a sensação de que nos conhecíamos há anos. E ficamos noivos.
A cada novo tempero da refeição do dia, a cada música compartilhada (mesmo que refletisse algo ruim do passado), a cada passo cambaleante ou lágrima derramada, valia também lembrar cada momento de ternura, doçura, tato, atenção e recompensa dos momentos que vivemos. Compartilhamos muito, sorrimos e choramos. E aprendemos, com o silêncio e loucura um do outro, que, por mais que nossas metas sejam divergentes ou opostas, que um dia iríamos encontrar nosso balanço ideal. E isso não nos deixaria cair na rotina, nos daria desafios e descobertas que só um amor de verdade pode proporcionar.
Mayara, aqui estou, escrevendo como amante, namorado, noivo, esposo ou o que somos, deve escrever: você me mostou um caminho de um amor real, uma recompensa que DEVE e MERECE ser alcançada a cada dia e momento, uma apreciação de cada segundo de vida, pois como eu INSISTO em lhe dizer: ela acaba. E acaba um segundo por vez.
E que acabemos de uma maneira sensata ou louca como a vida nos deve proporcionar.
Que nossas dores e alegrias possam se misturar num equilíbrio onde tenhamos um saldo relevante para nossas vidas, sejam de tristezas, alegrias, aprendizados ou perdas, mas que sejam algo para que se possa valer, no último suspiro, como algo que tenha valido, e muito, a pena de nossa convivência.
O que importa é o agora.
E que nosso agora seja cheio de vivência, momentos sagrados ou fúteis, mas de uma relevância que só nós dois possamos concluir.
Te amo, de amor, de paixão e essência, para todo nosso sempre.
Obrigado, amigo leitor. Está é a minha vida. Este é o meu blog. Este é meu momento.

Hoje é uma dia importante.
Se não for para você, lasque-se. Para mim, é.
Este blog fez um ano, e se você sequer sabe o porquê de ele se chamar 15KiloHertZ, vá até o primeiro post. Ou morra com a mesma maldição que eu tenho (brincadeira, Deus te livre!).
Quem aqui escreve é Edilson Marques, paulistano, suburbano, sobrevivente, vencedor. Mesmo nas pequenas lutas, não me lembro de uma que não venci.
Hoje deu vontade de comprar mais cigarros e cerveja depois das 2:00 da manhã. Por aqui nada funciona neste horário, mesmo que seja uma boca de fumo. Ok, bocas de fumo funcionam, mas eu quero é que se foda quem fuma maconha ou cheira cocaína nestas circunstâncias. Este raramente não vai ser "enquadrado" pela polícia e ser forçado a assinar algo, na delegacia, se resolver fazer o mesmo percurso que fiz. Eu só queria cerveja e cigarro.
E fui até a esquina da minha rua. Incrivelmente, um lugar que quase nunca vou. Tinha uma espelunca aberta. Saudei todos ali e logo fui reconhecido como o Zé Zoio, "filho do Seu Julio, fundador do bairro" e "um desenhista e grafiteiro como nenhum outro". Eu nem grafito ou desenho mais! Tinha gente que eu não via há uns dez, quinze, vinte anos, ali. Lembraram dos meus pixos: Atroplelos, Caniboys, Ladrosmanos. Tempos que não voltam mais. E que nunca voltem, amém. Mas ali, do que me interessava, só tinha o álcool. Precisava também de nicotina.
Resolvi caminhar até o Jardim Mitsutani, onde existe o único posto de gasolina visível pela minha janela e que deveria ter o que eu precisava. Ledo engano. Me indicaram o Jardim Macedônia, talvez o único lugar com algo aberto e legalizado, a estas horas, na "quebrada".
E fiz o percurso. Sei lá quantos kilômetros. A sensação de andar "limpo", na madrugada, de bermuda e boné e não ser "enquadrado" por alguma das três viaturas que passaram já valeram o rolê (pela parte da sobrevivência). Mas o caminho era familiar: quantas vezes andei por aquela estrada, na minha infância, fosse para ajudar minha mãe na feira, fosse para acompanhar minha irmã mais velha nas visitas às suas amigas de escola ou passar vergonha no carrossel de um parquinho que insistia em se acomodar num terreno pantanoso das redondezas. Depois vi as luzes. Era realmente um posto de gasolina, aberto.
Fiz a compra.
A melancólica volta para casa, sob a garoa, com um maço de Marlboro Light e três latonas de Brahma me fizeram pensar em tudo que vivi, naquele pedaço. Tempos de escola, amores platônicos, amigos, surras de meus pais, pessoas, formas, cores, sabores e cheiros. E de como a vida não vale nada quando passam mais duas viaturas, devagarinho, provavelmente dirigidas por alguns loucos para "desovar" algum transeunte num percurso tão bucólico. Mas minha postura não engana ninguém, jamais me pararam por eu ser o que sou, mesmo de boné socado até as pestanas. E jamais me parariam. Nunca desperto suspeitas.
E aqui estou, fumando meus cânceres, bebendo minhas químicas. Pior seria que isso terminasse numas quatro ou cinco carreiras de pó, ou num baseado solitário e melancólico. Agora estou bem. Quero falar de outra coisa.

Para ler ouvindo: Ludwig Van Beethoven - Moonlight Sonata
Há exatamente quatro meses eu saía de meu quarto na clínica psiquiátrica para pegar algo na enfermagem. Eu estava esmulambento. No percurso havia uma novidade. Uma novidade que não percebi em quase um mês de internação. Uma moça, linda. Parada, ali. Não resisti. Perguntei seu nome. E veio a resposta com um sorriso. Um sorriso inigualável. De nada mais que eu poderia fazer em meu estado, a convidei para uma volta nos arredores. E me apaixonei.
A conversa foi doce, sincera, às vezes intensa e assustadora, mas numa clínica psiquiátrica nada assusta. Assustou apenas o fato de ela faltar com suas forças e consciência, de repente, mas a conduzi até seu quarto. Cobri-a com o mesmo carinho que minha mãe me cobria, na infância, e dei-lhe um beijo na testa.
O beijo de amor veio no segundo dia. Beijo proibido, pois ali não se podia beijar. Mas beijamos como se fosse num boulevart da França. Sabíamos o que queríamos, e fosse a lei que fosse, a regra que fosse quebrada, o amor nascia ali, digo mais, um dia antes. Queríamos mais, e assim foi, dia após dia, regra após regra, quebramos todas até que, num momento de extrema astúcia e inconsequência, podemos nos tocar e nos sentir como qualquer ser humano que ama e sente deve fazer. Ao limite.
E compartilhamos dores, alegrias, silêncio, o sol, a noite, o nada. O importante era estarmos juntos. Tudo era perfeito nos seus erros e acertos. E brigamos. Brigamos feio. Mas, depois, teve a primeira vez que aprendi a perdoar alguém, por mais grave que fosse o erro. E assim perdoei outras pessoas, mais vezes. E no dia da minha auta ela estava lá, com um cartão lindo, onde lia-se a delicadeza da paixão e do amor, mas o mais importante é que ali dizia eu era seu porto seguro.
E fomos para casa. E fizemos amor até o dia raiar.
De lá para cá de tudo aconteceu. Paixão, ódio, crise, silêncio, amor e dor. Mas posso contar nos dedos quantos foram os dias que deixamos de nos ver. Os dias que deixamos de sentir um sabor diferente, um que tivemos um visão repetida ou uma situação que fizesse eco. E concordamos que, por mais que tivessem se passado tão poucos meses, tínhamos a sensação de que nos conhecíamos há anos. E ficamos noivos.
A cada novo tempero da refeição do dia, a cada música compartilhada (mesmo que refletisse algo ruim do passado), a cada passo cambaleante ou lágrima derramada, valia também lembrar cada momento de ternura, doçura, tato, atenção e recompensa dos momentos que vivemos. Compartilhamos muito, sorrimos e choramos. E aprendemos, com o silêncio e loucura um do outro, que, por mais que nossas metas sejam divergentes ou opostas, que um dia iríamos encontrar nosso balanço ideal. E isso não nos deixaria cair na rotina, nos daria desafios e descobertas que só um amor de verdade pode proporcionar.
Mayara, aqui estou, escrevendo como amante, namorado, noivo, esposo ou o que somos, deve escrever: você me mostou um caminho de um amor real, uma recompensa que DEVE e MERECE ser alcançada a cada dia e momento, uma apreciação de cada segundo de vida, pois como eu INSISTO em lhe dizer: ela acaba. E acaba um segundo por vez.
E que acabemos de uma maneira sensata ou louca como a vida nos deve proporcionar.
Que nossas dores e alegrias possam se misturar num equilíbrio onde tenhamos um saldo relevante para nossas vidas, sejam de tristezas, alegrias, aprendizados ou perdas, mas que sejam algo para que se possa valer, no último suspiro, como algo que tenha valido, e muito, a pena de nossa convivência.
O que importa é o agora.
E que nosso agora seja cheio de vivência, momentos sagrados ou fúteis, mas de uma relevância que só nós dois possamos concluir.
Te amo, de amor, de paixão e essência, para todo nosso sempre.
Obrigado, amigo leitor. Está é a minha vida. Este é o meu blog. Este é meu momento.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
● Porcentagens e medidas

Um dia vi um baita dum negrão usando uma camiseta onde lia-se "100% branco", bem grande, no peito. Claro, chamou a atenção de todo mundo. E lógico que me passou na cabeça o fato de que se fosse um branquelo a la Jonny Bravo usando já iam taxar de racista, nazista ou alguma coisa do tipo. E o cara continuou caminhando, em frente a Galeria do Rock, todo mundo parado com a ousadia.
Assim que passou, deu para ler outro texto, também bem grande, nas costas: "... e preto. Te amo, Corinthians!".
Ah, então tá.
Daí surgiu a idéia de eu fazer algo como "57% negro" ou "feito de hidrogênio". Mas ainda acho genial a camiseta onde se lê "contém um ser humano".
Camisinhas com a escala de uma régua estampada também seriam geniais. No fim do desenrolar também poderia estar escrito "mentiroso".
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
● Do something!
Caramba, tanta gente visita esse blog e não comenta nada. Que saco!
Escrevam algo! Me convidem pra um sorvete! Massageiem meu ego! Depositem qualquer quantia na conta 101464-6 agência 1655 do Unibanco!
Tô falando sério: tô fodido. Depois não reclamem se eu apagar isso aqui, só de raiva!
Escrevam algo! Me convidem pra um sorvete! Massageiem meu ego! Depositem qualquer quantia na conta 101464-6 agência 1655 do Unibanco!
Tô falando sério: tô fodido. Depois não reclamem se eu apagar isso aqui, só de raiva!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
● Blasè mode: ON

O que seria de mim sem o lítio? Vou até colocar a letra de uma musiquinha do Arnaldo Antunes em homenagem a este santo remédio:
Socorro!
Não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir...
Socorro!
Alguma alma mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada...
Socorro!
Alguém me dê um coração
Que esse já não bate nem apanha
Por favor!
Uma emoção pequena, qualquer coisa!
Qualquer coisa que se sinta...
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva...
Socorro!
Alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento
Acostamento, encruzilhada
Socorro! Eu já não sinto nada...
Socorro!
Não estou sentindo nada [nada]
Nem medo, nem calor, nem fogo
Nem vontade de chorar
Nem de rir...
Socorro!
Alguma alma mesmo que penada
Me empreste suas penas
Eu Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada...
Socorro!
Alguém me dê um coração
Que esse já não bate
Nem apanha
Por favor!
Uma emoção pequena qualquer coisa!
Qualquer coisa que se sinta...
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva...
Ah, sim: estou sendo sarcástico, claro. Eu nem gosto do Arnaldo Antunes.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
● Diálogo

- Pai, como eu nasci?
- Bom, filho... quando duas pessoas se amam muito, assim como eu e sua mãe, fazemos uma coisa maravilhosa chamada sexo, e nisso o papai deposita uma sementinha na mamãe, que se junta com outra sementinha dela e assim você é feito. Daí você fica nove meses na barriga da mamãe, cresce até virar um bebê e nasce. Daí vai crescendo mais e aprendendo as coisas até chegar exatamente onde está agora!
- Nossa, que estranho... e esse tal de sexo dói?
- Não filho. É uma coisa muito gostosa e projetada especialmente para gerar crianças lindas como você.
- Mas é que um dia eu digitei sexo no Google e vieram umas fotos e vídeos disso, e as pessoas pareciam sofrer muito. Você e a mamãe também fazem assim?
- Errr... não filho. Aquilo é encenação, e definitivamente você não deveria ter visto aquilo, é só para pessoas adultas como eu e a mamãe.
- Mas pai... as pessoas gritavam e gemiam muito, davam tapas, faziam coisas estranhas com a boca e teve até um homem que sangrou no rosto da mulher. Mas sangrou branco!
- Não é sangramento, é a tal sementinha que... filho faz quanto tempo que você vê essas coisas?
- Bom, depois do Google eu vi que no seus favoritos tinha um tal de Youporn, Redtube, Bang Bros e outros... daí cliquei e caiu nisso. Já vi quase todos os vídeos!
- Minha nossa, sua mãe sabe disso?
- Acho que não, eu só consigo usar o PC quando vocês estão no quarto gemendo e gritando!
- ...
- Vocês fazem igual aos vídeos?
- Filho, esquece isso tudo. Toma, vai brincar com os bonequinhos que vieram com o Mac Lanche Feliz.
- Tá bom!
- Pai?
- O que foi, filho?
- Quando eu vou poder fazer igual aos vídeos, você e a mamãe?
- Quando for adulto, e não vai fazer igual os vídeos. Aquilo não é de verdade!
- Então você e a mamãe fingem?
- Não fingimos, não. Só não fazemos igual os vídeos.
- Eu não tô entendendo mais nada. Você disse que sexo é para fazer bebês, mas vocês fazem todo dia e só tem eu aqui, eu deveria estar cheio de irmãozinhos!
- É que o papai sempre erra a sementinha da mamãe, oras!
- Ah! Então vou dar uma dica: quando chegar a hora de jogar a sementinha, não mira nos olhos, nem na boca e nem no bumbum dela. Continua no lugar onde você começou, e vai dar tudo certo!
- Obrigado pela dica, filho. Agora chega, que você tá sabendo demais dessas coisas e tem mais é que brincar e estudar, não fuçar no PC do papai para ver coisas de adulto, OK?
- OK.
- Pai?
- Que foi agora, filho?
- O que você prefere: fistfucking, bondage, golden shower, cream pie ou deep throat?
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